A pirâmide de Paris

Intervenção arquitetônica no Museu do Louvre

Texto: Arquiteto Pedro Paulo Pacheco

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Fachada e Pirâmide do Museu do Louvre – fonte: Vitruvius
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Entrada principal subsolo da Pirâmide – Fonte: www.arq.ufsc.br

Localizado na cidade de Paris, capital da França, é considerado um dos maiores museus do Mundo, pelo seu acervo, pelas referências de obras de arte, o museu completa os mais remotos períodos da história da humanidade. Sua atração principal, a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci atrai visitantes do Mundo todo admirados pelo seu sorriso fascinante.

O projeto arquitetônico original, retratando o estilo arquitetônico de sua época, foi significativamente modificado. “O projeto Grand Louvre”, presidente François Mitterrand, que possuía a intenção de abrir a ala norte do edifício que abrigava os gabinetes governamentais e cobrir seus pátios internos. Para tal intervenção foi chamado em 1989 o arquiteto chinês I.M.PEI, reabrindo o museu com sua moderníssima pirâmide de vidro, que permitiu o diálogo entre o passado e o futuro, assim a mesma tornou-se o acesso principal do edifício e rompendo o estigma de que o “velho” e o “novo” não podem coabitar.

O antigo pátio, é agora rompido pela pirâmide principal, completada por duas pirâmides menores, essa audaciosa construção permitiu a iluminação e ventilação ao museu e as alas abaixo do nível térreo, o Louvre passou a ser um local de convergência, com a transformação também das áreas adjacentes, seu complexo de 55.000 m2, auxiliou o projeto de revitalização do centro histórico.

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Planta pav. Térreo do museu – Fonte: www.arq.ufsc.br

Do ponto de vista, meramente popular, parece que as pirâmides quebraram o projeto arquitetônico, mas o que realmente PEI, conseguiu além de provocar a discussão de seu projeto inovador, foi o de permitir um fácil acesso as alas enterradas do edifício, criando nela um portal, não limitando mais o acesso de visitantes e ao mesmo tempo criando um impacto visual da co-relação do contemporâneo com o estilo clássico francês.

A pirâmide central serve com hall de distribuição das três alas principais, que acessam as galerias, cujo acervo é o mais visitado, onde se encontram as obras de referência mundial, PEI buscou trazer a luz, a pirâmide usada como claraboia permitiu esse efeito. A monumentalidade dessa pirâmide fascina quem entra na zona central do edifício, não mais uma cicatriz no rosto de Paris, como muitos críticos a definiram, mas agora um ponto mais que presente no edifício, agora a pirâmide se integra ao mesmo, sendo a monumental nova obra deste monumental museu.