Hipocrisia ou Convicção

 

A liberdade que nos acompanha sempre irá nos permitir de realizar nossas escolhas diante de tudo que nos for apresentado, inclusive na apresentação de novas pessoas e certamente dentro do livre arbítrio podemos fazer a opção de assumirmos quem somos ou apenas representar aquilo que gostaríamos de ser, ou disfarçar aquilo que temos medo de assumir.

Hipocrisia e convicção caminham lado a lado e somente o ser humano pode distanciar uma da outra, isto é, impossível viver as duas realidades ao mesmo tempo, inclusive em períodos diferentes. O ser humano ou vive a hipocrisia ou a convicção diante de suas escolhas. Interessante notar o fio navalha existente entre ambas.

A hipocrisia é a mãe do fingimento, da dupla personalidade, no popular a famosa “duas caras”, uma palavra dita e outra completamente diferente na vivência, mãe da manipulação, da dissimulação, onde se torna capaz de se vestir com o manto da santidade, escondendo o verdadeiro espírito da maldade. Geralmente atrás da hipocrisia se esconde uma personalidade fraca, covarde e doente, pois se torna impossível se esconder de si mesma.

A convicção se torna a mãe de toda a decisão capaz de fazer do ser humano uma pessoa que busca autenticamente seus ideais, mãe da coragem que não têm medo de errar, pois consegue aprender com as próprias quedas a levantar fortalecido, convicção que cria identidade pessoal capaz de dar a liberdade de interagir com as diferenças, liberdade de viver suas escolhas e não permanecer escondido, ou impondo fardos para os outros carregarem, sem ao menos ser capaz de carregar o próprio fardo. Ter convicção autêntica e transparente que concede a força de viver e protagonizar o próprio caminho, impedindo a inveja, o ciúme de se tornarem o grande mecanismo de defesa para justificar o próprio fracasso.

Na vida nos é dada a possibilidade da escolha, quem dera termos a coragem de assumir de que maneira queremos escrever a nossa história, uma história que acaba sendo lido por nós e por tantos que encontramos pelo caminho. Convictos ou hipócritas?