INTELIGÊNCIA EMOCIONAL COMO HABILIDADE ESSENCIAL

LAINO 001Dentre as características mais valorizadas nas corporações atualmente uma delas é, certamente, a inteligência emocional. Isso mesmo, diferente de outros tempos em que somente a inteligência e a competência técnica eram valorizadas, a inteligência emocional agora é um valor agregado, uma competência importante, falei algo semelhante a isso recentemente (veja meu artigo “carreira profissional e suas competências”).

Mas vamos lá! Desde a década de 90, com o lançamento do livro de Daniel Goleman (Inteligência Emocional), muitos outros estudos sobre o assunto vêm sendo divulgados. As empresas, não alheias aos processos de mudança das relações do homem com o mundo, logo adotaram este olhar. Assim, é cada vez mais comum avaliar-se as pessoas por diversas competências, sendo a inteligência emocional um dos mais adotados ultimamente.

Como inteligência emocional compreende-se um conjunto de cinco habilidades: autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais. Autoconhecimento, reconhecer e compreender as próprias emoções; autocontrole é gerenciar, adaptar e controlar emoções reações e respostas; motivação, utilização das emoções para tomada de iniciativas apropriadas com comprometimento para a conquista de objetivos; empatia é a compreensão os sentimentos alheios para aprimoramento dos relacionamentos; por fim as habilidades sociais, que estão baseadas na construção de relacionamentos sólidos e de segurança, tornando possível a liderança, a mediação de conflitos e a condução de equipe.

A partir destas habilidades consolidadas, consegue-se a melhoria das relações com os outros e, por conseguinte, no caso das corporações, fazer com que o universo corporativo flua de maneira mais produtiva e menos conflitante.

Sabidamente os indivíduos que possuem boa inteligência emocional, tendem a estar mais aptos para cargos de liderança, além de mais bem preparados para a resolução de conflitos e liderança de pessoas nas corporações nas quais são colaboradores. Ter inteligência emocional como fator de desenvolvimento profissional não é simplesmente um “treininho de habilidades sociais”, mas é ter bom preparo para lidar com situações e pessoas mediando conflitos e auxiliando no desenvolvimento de novos talentos.

Para encerrar deixo aqui uma reflexão de Goleman: “Sem a inteligência emocional, uma pessoa pode ter o melhor treinamento do mundo, pode ter uma mente incisiva e analítica, e um suprimento infinito de idéias inteligentes, mas ainda assim não será um grande líder”.