Falando Nisso – Mais do que mostrar-se feliz o tempo todo, precisamos de algo mais. Você quer ter felicidade ou ser feliz?

A FELICIDADE COMO BEM SUPREMO

 

Tenho visto muita gente por aí desejando tornar-se profissional como aquele da TV, ter uma família bacana como a do amigo. Querendo abrir o próprio negócio e prosperar. Querendo casar e viver um relacionamento legal como o do outra. Vivemos em uma sociedade do prazer intenso, imediato e da felicidade constante. Tem-se o prazer como bem supremo, como se fosse um estilo de vida – é o hedonismo.

Basta olhar quantas mensagens encontramos nas redes sociais de gente feliz o tempo todo, escancarando a necessidade de uma vida intensamente prazerosa, mostrando uma felicidade que, cá pra nós, não existe. Claro que sou a favor de que sejamos felizes, não é isso, mas as nossas tristezas e angústias também são importantes, pois são elas que nos fortalecem, para a vida.

Atualmente convivemos com toda a sorte de incentivo à felicidade a qualquer preço, inclusive muitos de nós depositam a sua felicidade no prazer de ter coisas. Pensemos um pouco que a meta é a felicidade, devemos mirar nela por todo o tempo, mas estarmos cônscios de que os obstáculos advindos de nossa busca pela felicidade fazem parte dela. Tudo que nos cerca, e conquistamos, deve fazer parte do objetivo de ser feliz.

Ser feliz é o que verdadeiramente importa, mas para que isso aconteça devemos nos conhecer, saber até onde vão nossos limites, não permitirmos que estraguem os nossos momentos. Termos como meta a felicidade e, todo o restante, servir de inspiração para ela.

Note, estou falando de felicidade, não de algo fugas que é o prazer como forma imediata de felicidade, mas que não resiste ao tempo. Está na hora de dedicarmos mais tempo a olharmos para dentro de nós mesmos e nos perguntarmos: quem sou eu? Faça esta pergunta a você mesmo tantas vezes forem necessárias, até descobrir que é alguém que precisa ser feliz. Mas lembre-se, ser feliz não é ter uma vida perfeita, ser feliz é estar por todo o tempo com a sensação benevolente da felicidade, mesmo nos momentos em que a tristeza nos visita.

Para mim não há melhor receita do que olhar para dentro de si mesmo e se encontrar em suas qualidades e defeitos, até indico às pessoas que exercitem esse olhar. Faz bem. Sabiamente nos ensinou um dos mestres da psicologia: quem olha para foras sonha, mas quem olha para dentro, acorda (C. G. Jung, médico suíço, fundador de uma das principais escolas da psicologia, a escola analítica). Ser feliz é melhor do que ter felicidade, pois aquilo que temos, podemos perder, mas aquilo que somos…