Um relato de cor do amor de almas

A cor do amor nem sempre tem o tom igual ao amor que temos um pelo outro, assim passou a vida de Joaquina e Jorge. Duas almas congruentes que se amavam, o que eles não entendiam que sua união ia ser eterna mais não no momento que queriam.

Jorge me contou a história não sei se verídica, ele conheceu sua alma gêmea, numa festinha onde ela já estava com outro amigo, ela com um namoro intenso de quase três anos com um amigo, todos juravam que iam se casar. Até que ele a via pela primeira vez, seu relato de um homem  que o Jorge se encanta por ela perdidamente, claro que ele vê o corpo, o rosto o sorriso, e alguma besteira saí de sua boca, tão conversador que era. Nessa mesma festa presente estavam outros amigos e conhecidos foram embora e nem pensou mais nela.

Até que o destino chato e traiçoeiro, anos depois, dois ou três a doce menina mulher, Joaquina encontra uma amiga que a leva a conhecer sua turminha, um pessoal mais simples, mais amigos e lá numa celebração da igreja, após as orações, Joaquina liga pra Jorge e ele imediatamente vai buscar ela e dá uma simples carona. Ele veio sem jeito, se arrumou, se perfumou, estava nervoso – disse sorrindo. “Coisas de adolescente”.

Joaquina, menina carente, meia e cheia de vida aceita um longo beijo, decide terminar no dia seguinte seu namoro e acha que vai namorar Jorge, por ele, seria assim mesmo. Só que a vida ingrata e traiçoeira, faz que com que ele se mude com a família para outra cidade. E com o tempo e a distância eles se separam. “O amor não sabe dizer se realmente era verdadeiro, carnal ou espiritual, mais o encontro dessas almas, não era destino, e sim almas, que se amam.” Ele diz que foi feliz, ela disse quinze anos depois a ele através dos olhos que não.

No encontro não houve palavras, nem perdão, nem aperto de mão.

Ele acha que ela é a causa de sua dor forte do peito, apesar de ainda ouvir sua voz ao dormir, e apesar de se encontrarem nos sonhos, e se perdoarem por não estarem vivendo a cor do amor. Para uma amiga a mesma que os uniu novamente algo se falou. – Ele queria que Joaquina fosse feliz, assim como um dia não pode fazer, talvez, não sei o amor é assim, mesmo não estando com quem se amou tanto, só deseja o bem e a felicidade pra Joaquina que perdeu um dia.

Esse caso relatado, que por acaso acham que acabou? Não, agora com cinqüenta anos, ambos se encontram, seus filhos estudam na mesmo escola, e o destino de novo, brincando com a vida, ambos os filhos, ele com uma menina e ela com um menino, são amiguinhos e tudo então voltou a atormentar, algo por dentro acredito que ficou. Será?