TUDO SOBRE A BÍBLIA – nº9

Estamos no Ano do Senhor de Dois Mil e Dez.

É uma manhã fria de junho e tudo transcorre como costumeiro em nosso final de semana como sempre é, e foi.

Nessa suposta tranqüilidade pairam sempre as incertezas da vida: nosso cheque especial; nossos filhos; nossos empregos; etc.

Em meio a tudo isso, temos seguido vencedores; sempre transpondo as barreiras e atravessando as intempéries tempestivas da vida.

Nessa seqüência de vitórias, existem é claro momentos de derrota.

Sobre isso também nos fala nossa amiga Bíblia, então vamos saber mais a seu respeito para possamos ter a mesma como nossa companheira inseparável.

A nossa amiga como já dissemos é uma biblioteca santa composta no cânon evangélico de 66 Livros, sendo uns no VT Velho Testamento e outros no NT Novo Testamento; escrita nas línguas hebraico, aramaico e grego.
Tivemos sua primeira tradução feita para biblioteca de Alexandria , Egito.

Essa tradução foi do texto hebraico, aramaico do Velho Testamento e por ter sido realizada por cerca de 72 sábios judeus recebeu o nome de Septuaginta, ou seja SETENTA, que na verdade são “setenta e dois”.

Vamos seguir o raciocínio: nosso texto que era em tabletes de pedra e barro agora é de rolo de papiro ou couro de carneiro.
Esses rolos são separados por livros – Livro de Gênesis, Livro do Profeta Isaías, etc.

O VT ou AT – Velho Testamento ou Antigo Testamento; tinha então recebido sua primeira universalização da língua e do seu texto, pois passara para uma língua comum e a fazer parte do acervo de uma biblioteca, ainda que esta fosse uma biblioteca real.

Temos então o texto santo judaico agora escrito em uma língua comum de acesso á qualquer pessoa culta que a pudesse lê-la ou ouvi-la.

Os rolos agora estão nos tempos apostólicos em dois tipos na prática – os santos, que eram em hebraico e apenas podiam estar nas sinagogas e templo; e os comuns, que já haviam popularizado entre os nobres pelo menos, estes escritos em Koinê, ou seja, grego.

Olhando para o Livro dos Atos dos Apóstolos, temos a figura do Evangelista Filipe e o Eunuco, Etíope; que vinha lendo o Livro do Profeta Isaias.

Se um estrangeiro lia publicamente ainda que na estrada um livro santo, este deveria com toda certeza já ter sido popularizado de alguma maneira; ou seja, possivelmente esse livro estaria escrito em grego e não em hebraico.

O judeu de menor cultura seria no mínimo trílingue.

Falaria Aramaico, pois era o idioma de seu povo, hebraico por ser sua língua santa e latim para se comunicar com os romanos.

{n}Pr. Murilo Mendes Maciel
Teólogo – OTIB nº44

macielmurilo@bol.com.br{/n}