TUDO SOBRE A BÍBLIA – nº21

Estamos no Ano do Senhor de Dois Mil e Dez.

E o nosso deserto seco e escaldante é tão real como nos primórdios e originador de diversas culturas e populações de beduínos nômades; onde as lendas das mil e uma noites contadas por Sherazade foram se tornando algo que nós costumamos a assistir filmes e ler livros que narram os seus episódios.

Em meio a essas crenças, nós temos os gênios – como o “Gênio da Lampada de Aladin” que na realidade é um demônio do deserto.

O deserto também carrega espíritos imundos segundo os árabes e suas lendas.
O deserto teve grande figura nos primórdios bíblicos onde temos a saída de Abrão e seu sobrinho Ló de sua terra e do meio de seus parentes.

Abrão não era judeu; mas sim, ele era Caldeu, originário da cidade de Ur.

O nome Ur segundo o Dicionário Bíblico Ebenezer significa “LUZ” e é uma cidade Caldeia.

Abrão teve seu nome mudado por Deus para Abraão, que significa “PAI DE UMA MULTIDÂO” e seu nome anterior significava “PAI EXALTADO”!.

O deserto esteve presente na vida de Abraão de uma maneira marcante quando este foi forçado a despedir sua serva egípcia, mãe seu filho bastardo Ismael.

Quando do incidente com Agar, seu senhor Abraão com muita dor no coração a despede e ele vai para o deserto desesperada.

Esse deserto era chamado “DESERTO DE BERSEBA” – essa região do deserto de nome estranho significa “POÇO DAS SETE”, pois é alusivo ao acordo feito entre Abimeleque e Abraão por uma questão de um poço.

A aliança feita entre Abraão e Abimeleque foi o que marcou aquele local no deserto concedendo seu nome, ou seja, passando aquele pedaço de desertoa ser chamado por aquele nome alusivo ao incidente.

Como podemos notar: o deserto – ainda que escaldante e capaz de provocar reações físicas, pouco ou, nem um pouco desejáveis; possui suas qualidades por vezes desconhecidas dos homens.

A necessidade de aliança entre pessoas que estejam divergindo sobre algo para que possam vencer os obstáculos de uma convivência em sociedade – é algo que se aprende no deserto.

Como podemos ver o deserto não deve ser visto nem de todo mal, nem de todo bom.

O deserto é possuidor como os seres humanos; de suas qualidades e de seus defeitos.

{n}Pr. Murilo Mendes Maciel
Teólogo – OTIB nº44

macielmurilo@bol.com.br{/n}