Tudo nos ensina…

Fico sempre meio aturdido ao pensar em meus animaizinhos de estimação…
Meu papagaio Iro (que na verdade é Ira; risos) me impressiona quando ao me ver fica gritando: “cadê o pai”? Faz-me pensar que muitas vezes não estamos querendo ver a ninguém e que nos isolamos diante de qualquer coisa sem procurar a ninguém e sem querer contato com nenhuma pessoa; mas ele se inquieta em ficar só e se incomoda em que não seja lembrado ou querido. Cada coisa que estes animais me ensinam…

Minhas calopsitas (nem sei se é assim que se escreve) ficam cobertas até a hora que desço para escrever a você e ficam a gritar querendo liberdade e se estressam que ninguém abra a sua gaiola para poderem seguir seus passeios pelo corredor da escada e me ensinam que devemos sim querer a liberdade, mas temos que aprender que a mesma não pode ferir o espaço de ninguém e não deve atrapalhar a liberdade do outro, pois se assim for, será apenas uma liberdade passageira que “trombarᔠna liberdade que o outro espera ter.

Meus pássaros cantam ao ver a Emília chegar para tratar deles e cantam o dia todo… Outro dia me disse o Pe. Antônio Maria que eles cantam de tristeza por estarem presos; mas não creio nisso, pois os mesmos nunca conheceram a liberdade e, tendo nascido em cativeiro, me coloco a pensar como é que nos acostumamos com as mesmices da vida e não lutamos até o fim por nos libertar preferindo estar aprisionados em nossos comodismos e não indo ? luta para poder conquistar espaços…

Meus cachorros me ensinam também… O Tico é aquele teimosinho que aprendeu a conviver e que, adestrado, sabe seguir os caminhos sem ser preso ? coleira… Sabe conviver e estar tranquilo, mas o Pupy é teimoso, resmungão e cheio de fazer suas caras feias ao entrar em contato com as pessoas… É… Somos muito parecidos (risos).

Por vezes somos adestrados a seguir a onda… A fazer aquilo que queremos ou a forjar que o outro faça por nós e parecemos bonzinhos até que tudo concorra a ser aquilo e da forma que queremos… Por vezes nos colocamos a querer rosnar para a vida e esquecemos que nosso rosnar pode fazer com que o mundo nos morda e cause em nós danos que podem ficar para a nossa eternidade.

Quantas vezes somos como nossos peixes em nossos aquários que acabam “morrendo pela boca”… Acabamos por não nos conter no falar e destruímos tudo de bom que houvera plantado… Mas o pior é sermos tão sensíveis (como brasileiros que somos) e nada nos pode ser dito que terminamos por destruir todo bem semeado… Como vejo pessoas que fazem mil bens, mas por conta de um mal feito ou dito acaba por perder toda valia.
Temos muito ainda a aprender… Muito a ensinar… Muito a seguir…

“A vida nos é dada para grandes coisas” li em cartazes em minha época de adolescência; mas estas grandes coisas podem continuar a serem grandes se formos crescendo a cada momento e fazendo com que as coisas pequenas não destruam a sua “enormidade”.
Vamos avante… É isso que nos resta…

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de José, o santo do silêncio e da providência ficará mais fácil… Bem mais fácil!

Este aprendiz da vida e na vida