SEQUÊNCIAS NO CINEMA

No cinema mundial o que está na “moda” são as famosas continuações. Não basta ter “Transformers”…temos que ter “Transformers 1,2,3…e por aí vai.

Essa “moda” não é exclusiva da atualidade. Quantas sequências de “Tubarão”, “Sexta-feira 13” ou “Rocky” você já assistiu?
A questão não é a realização de continuações ou sequências. A pergunta que não quer calar é: há realmente a necessidade de sequência em determinados filmes?

Eu respondo: nem sempre. Para falar a verdade alguns filmes nunca deveriam ter sequência. Há longas metragens que possuem mais de cinco continuações e você fica querendo mais, há trilogias que não se justificam e há continuações que somente são realizadas na dependência de um só personagem.

Há sequências de enorme sucesso, cuja história longa não pode ser contada em apenas uma hora e meia e, considerando também o desempenho nas bilheterias, demandam uma continuação. Nessa linha podemos citar os “arrasa quarteirões” das séries “Star Wars” e “Harry Potter” ( cuja última sequência bateu recordes de bilheteria mundial, sendo superada apenas há pouco tempo com o lançamento do filme “Os Vingadores” ). São filmes que você não vê a hora de conferir a continuação. Porém quando todas as história desses filmes chegam ao fim, chegam e ponto.Não há como inventar uma sequência maluca só para arrecadar dinheiro.

Há produtores que insistem em continuações desnecessárias em uma demonstração clara de falta de criatividade. A trilogia do “Homem Aranha” foi inovadora e bem sucedida. Houve, claro, um desgaste. Houve quem não gostou do terceiro filme, mas ainda assim, foi sucesso. Não foi suficiente?

Aparentemente não. Mesmo sem o ator da trilogia Tobey Maguire aceitar fazer outra sequência na pele de Peter Parker, produtores resolveram insistir e contratar outro ator. Resultado? Em breve teremos um filme chamado “O espetacular Homem Aranha”. Há realmente necessidade disso? Não seria melhor investir na história de outro super herói?. Quantos “Batmans” ainda seremos obrigados a assistir?

A “quadrilogia” “Piratas do Caribe” só se justifica por um personagem: o capitão Jack Sparrow, vivido brilhantemente por Johnny Deep. O primeiro filme foi estrondoso sucesso e também uma novidade. O segundo uma sequência complicada, mas aceitável. O terceiro uma continuação abertamente forçada com final “sem pé, nem cabeça” e o quarto totalmente direcionado ao capitão do Pérola Negra. Ou alguém tem coragem de dizer que assistiria “Piratas” se fosse protagonizado apenas por Orlando Bloom e Keira Knightley? Não! Definitivamente…não!

Outra forma de acabar com uma sequência é trocar de ator e manter o personagem como se as pessoas não notassem ou não ligassem para a troca. Essa foi uma das razões que “matou” a terceira sequência do filme “A Múmia”. Rachel Weiz não aceitou continuar atuando como a personagem Evelyn, esposa do aventureiro interpretado por Brendan Fraser, então, os produtores a substituíram por uma atriz que não era, nem de perto e nem de longe, parecida com a atriz britânica. Resultado: apesar dos efeitos especiais, “A Múmia a tumba do Imperador” não alcançou o sucesso dos filmes anteriores.

A verdade é que há cada vez mais sequências de filmes de sucesso ( ou não ) do que alguma novidade. Quando há é uma surpresa agradável.
Continuações e sequências não são algo tão ruim, desde que se justifiquem. Já pensou agüentar mais um “Dr. Doolitlle” ? Misericórdia…..

{n}Érika Svícero Martins França
MTB 28.063
Jornalista