Relato de um jovem atropelado

Na época, esse menino tinha uns sete anos, viu a mãe e o pai se separarem, aquela imagem de família unida, ficou confusa ainda em sua cabeça. O seu intuito era ver como via as primas e primos juntos com seus respectivos pais.  Tudo aconteceu muito de repente em sua vida, o fato da separação ainda não era o motivo para usar indevidamente seu corpo e deixar que ele fosse dominado pelos vícios, drogas e bebidas.

            Bom, vamos para parte meiga da história, ele teve amparo de tio e tia, uma amiga especial, claro era muita, com a separação da mãe, ele foi morar parte com o pai, onde a irmã mais velha também morava e parte do tempo com a mãe e o seu novo namorado, agora marido.

            A vida é mesmo complicada pensava ele, aceitação teve sim, porém às vezes a carência afetiva e a cabeça já confusa, dos doze anos até uns quinze anos, experimentaram cigarros comuns, quanto mais ficava velho mais as oportunidades foram se dispersando. Um tio deu lhe emprego aos dezoito anos, também tinha mais parentes que trabalhavam para o mesmo tio. Ele estava crescendo profissionalmente e deu oportunidades. Até que a mãe também o ajudou e deu uma copiadora de presente e logo o mesmo garoto que de adolescente começou a fazer os trabalhos e se sustentar. Infelizmente sustentou o próprio vicio.

            Não sabemos como iniciou nem quem foi o primeiro ou o último a oferecer a droga, isso não é possível descobrir, a que me parece esse adolescente precisava de ajuda, e foi oferecida, por muitos, acreditem amigos, parentes, conhecidos, religiosos. Enfim nada conseguiu ser feito para ajudar antes dele falecer em um atropelamento.

            O atropelamento foi numa rodovia de muito fluxo ele por incrível que pareça adorava caminhar para pensar e ficar sozinho, e numa dessas voltas de entregas das cópias que fazia foi atropelado, ninguém sabe como, pelas marcas deixadas no corpo provavelmente um veículo grande porte, talvez um caminhão. Quem, o achou, a mãe, a mesma que se culpou e se condenou por toda sua vida, ainda penso que esta mãe precisa mais de ajuda que o filho que faleceu. Esse relato vem de uma pessoa da família desse rapaz que tinha ele como irmão, mais eram amigos de infância, a mesma não se conformou nunca com a morte desse parente. Somente as lembranças de brincadeiras e coisas boas, que viveu nos vinte e um anos com este garoto ficaram em sua memória.

            Um relato uma triste história que me chamou a atenção para o uso de drogas, de vício, e de conseqüências, poder evitar e fazer o possível para desviar as crianças, adolescentes deste mundo devastador que tem colocado nossos jovens em perigo constante é o dever de todas as pessoas de bem.

 

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