Raikkonen é a maior ameaça a Barrichello

Estamos próximos de mais uma corrida em Abu Dhabi e a conversa que mais tomou conta dos padocks da Fórmula 1, foi um possível retorno de Kimi Raikkonen a categoria, no lugar de Rubens Barrichello na equipe Williams. Hoje os principais sites da internet tentaram colocar um pouco de água fria na notícia, pois tanto o brasileiro quanto o finlandês negaram.

Do lado de Rubinho, o mesmo afirma que nunca sequer chegou a conversar com Raikkonnen, mesmo quando ele estava na Fórmula 1. “Acho que há muita conversa. Acho que eles (Williams) estão falando a verdade para mim e a verdade é que os rumores são bem maiores do que a realidade”, afirmou o brasileiro em entrevista coletiva. “Se realmente acreditasse em especulações, Bruno Senna teria assinado com a Brawn em 2008. Apenas tenho que esperar e acreditar. Quando conversei com a equipe, parecia dizer a coisa certa”, concluiu Rubinho.

Do outro lado Raikkonen admitiu que chegou a conversar com a equipe Williams, mas negou qualquer acordo. “Falei com eles, mas não houve qualquer acordo neste sentido. Nada mudou”, afirmou o piloto finlandês que atualmente compete no mundial de rally.

Fatos assim são comuns na Fórmula 1 nesta época do ano. Conforme o campeonato vai se aproximando do fim, as equipes começam a preparar os “arsenais’ de negociações para a temporada seguinte.

Se Raikkonen viesse para a categoria maior do automobilismo, não seria pela cor de seus olhos que o mesmo poderia ser contratado. As conversas iniciais davam conta que um banco estaria patrocinando o finlandês e como a Fórmula 1 não vive de sonhos, muito dinheiro poderia ser injetado na equipe inglesa que ficaria com alguns milhões desse possível banco, mais outros milhões que já existem da empresa petrolífera que patrícia Pastor Maldonado, atual companheiro de Rubinho.

O que nos deixa entristecido é que mais uma vez um brasileiro entra na lista negativa da Fórmula 1. O Brasil não investe praticamente nada em automobilismo e o resultado é este. Parece que nossos governantes esqueceram-se da linda história que o Brasil tem com este esporte com oito títulos mundiais. Parece-nos que aquela bandeira verde/amarela que Ayrton Senna fez questão de empunhar quando venceu o GP do Brasil, foi jogada no lixo.

Hoje nosso país respira, fala, almoça, janta e dorme falando de futebol. Eu particularmente mudo de canal, a todo o momento, pois a cara do Neymar já se transformou num prato indigesto e enjoativo que infestou todos os meios de mídia desse país.

Enquanto o “povão” e a imprensa se deleitam em ajoelhar-se perante o “deus” futebol, o automobilismo vai se transformando em algo secundário, sem importância. O resultado pode ser visto de longe. É brasileiro sendo obrigado a dar passagem para outros ultrapassarem, é brasileiro se envolvendo em escândalos e é brasileiro sendo descartado do baralho como uma carta qualquer.

Continuem assim! Nós estamos jogando fora não apenas um esporte e sim nomes tão batalhadores que nos orgulharam e muito nas pistas afora como Fittipaldi, Piquet e Senna.