Que Estresse!

Escreverei um pouco o que me vem sobre o estresse da vida moderna ou ao menos como o vejo acontecer…

Vejo nas famílias o estresse que acontece mediante a falta de diálogo desde cedo… Desde que a criança nasce já começam… Pai que se afasta… Mãe que chora… Avós que estragam… Sogra que dá palpites… Affi, coitada da criança!!!

Depois vem a infância… A criança cresce diante do computador… Jogos estressantes… Celular de último tipo que já sabem manusear… Palavras atravessadas que ouvem… Falta de um colo paterno ou materno… Falta de uns tapas ou correções… Falta de ensinamentos que a educação moderna levou embora ou se perdeu pelo tempo como o pedido de benção, o chamar de senhor ou senhora; o saber aquietar-se quando os adultos conversam…

Aí chega a “aborrecência” e o quase jovem se perde sem saber que rumo tomar… Que fazer com aquilo que não teve e que os pais e a família querem que tenha ou faça e então começam as companhias para suprir o que não têm em casa ou trocar os pais por amigos mais velhos que os corrigem e os faz sentirem-se aprendizes da vida… Coisa que deveriam ter em casa…

Chega a famosa juventude e a “liberdade” esperada… O poder sair sozinhos… Levar o ou a namorado ou namorada em casa para dormir juntos transformando o lar em um motel gratuito ou ainda as baladas sem nenhum corte onde se acha normal a experiência da droga ou do sexo livre e do álcool permissível.

Fica-se adulto e os reflexos da infância e adolescência começam a aparecer e a pessoa se perde em anseios não realizados, pois por dentro não se está realizado e não consegue expor…

Começam a depressão… As síndromes… O desânimo e tudo o mais que ainda por cima se somatizam e as doenças começam a vir…

Como não ser estressado com uma vida assim?

Como não sentir-se e fazer-se doente levando uns trancos como estes?

Devemos começar a acordar por não fazer crescer mais e mais estas tendências de levar a pessoa a estressar-se consigo mesma e com outrem… Mas isso está ao nosso alcance na medida em que nos esforçamos por fazer o máximo para essas coisas acima citadas não acontecerem… E, se já aconteceram, que busquemos emendar da melhor maneira possível fazendo o máximo para demonstrar que podemos ser melhores e fazer melhor o que fazemos seja em que âmbito for.

Daí sim teremos um mundo menos estressante e que menos estressa.

Com um beijo “desestressante” de Jesus, pelos lábios de Maria, que acalmam nossos estresses e nos braços do sempre calmo José…

Eu, o estressado:

Pe. DelairCuerva,fmdp