Plantio e colheita

“A cada sorriso que eu espalho, eu planto alguma esperança” (Pe. Roque Schneider)…

Pois é assim mesmo, não? “Se plantamos vento colhemos tempestade”, mas se plantamos sorrisos devemos colher muita esperança e alegria nos corações que nos rodeiam… Ao menos isso deveria acontecer!

Por vezes nos esquecemos de que tudo depende de nosso plantio para aquilo que havemos de colher, não é mesmo? Esquecemo-nos que tudo depende de nós, e somente de nós, fazermos valer as coisas que fazemos hoje para que sejam reflexo amanhã.

Muitas são as vezes que vamos apenas vivendo e sem semear nada deixando assim de colher ou queremos colher sem ter plantado… Isso que é pior!

Nossa semeadura será o plantio do futuro e este futuro só será de bênçãos se plantarmos bênçãos ou poderá ser maldito se plantarmos maldições… Nossas palavras serão a base do que tiraremos amanhã. Elas são a maior sementeira que existe… São elas que farão acontecer aquilo que haverá de acontecer…

Um sorriso é algo tão simples e tão barato, também, ao mesmo tempo serve para uma boa plástica; pois se diz por aí que quem sorri vive mais e demora a ficar velho, ou melhor, envelhecer a pele, já que velho a gente fica mesmo com a plástica ou não, pois o tempo passa e vertiginosamente… Tal e qual aquela pessoa que diz que tem espírito jovem, mas pergunto: de que adianta o espírito ser jovem (este não tem idade) se a carne envelhece e a certidão de nascimento também amarela? (risos).

Quando você encontra alguém que, mesmo estando no fundo do poço, esboça um largo sorriso não lhe causa uma certa vergonha? É… É assim mesmo… As pessoas que mais sofrem geralmente tem um sorriso tão vívido que faz a gente pensar no valor do sorriso… O sorriso parece que lhe dá mais vida; diferente da pessoa que, mesmo estando bem, ou com problemas menores (se bem que cada qual pesa o sofrimento como acha melhor) se entrega mortalmente…

Temos que aprender a seguir sorrindo, mesmo que sangre o coração; pois, se sorrindo a “coisa” pesa, imagine sem sorrir?

Tal e qual aquela senhora que visitei e que me esboçou um largo sorriso quando perguntei se estava tudo bem mesmo vendo suas feridas fétidas e que me disse com altivez: Tudo bem, graças a Deus… Quase morri de vergonha de minha dor no joelho!

Como tem força o sorriso, não é?

Outro dia, na cidade de Santo Antônio do Monte, nas Minas Gerais, deparei-me com uma já conhecida pessoa que anda de cadeira de rodas e vi seu sorrisão e brinquei que tinha raiva dela por ser tão alegre e a mesma disse: tenho Deus e me basta… Affi, que ódio”

É… Nosso sorriso tem um poder enorme de persuasão e de testemunho…

“Sorria, mesmo que seja um sorriso triste, pois mais triste que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir”.

 

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de José que além de ser uma sagrada família, creio, é uma família alegre e sorridente…

 

Eu,

Pe. Delair Cuerva, fmdp