Perdas…

Vendo um filme sobre uns jovens que se perderam numa ilha deserta me coloquei a pensar quantas vezes nos perdemos em nossas ilhas de nossa vida e quanto precisamos aprender a nos encontrar de verdade.

Somos pessoas que precisam, por vezes, se colocar em suas ilhas desertas e permitir que sejamos encontrados… Pois somos aqueles que se fecham em seus marasmos e barramos as bênçãos de encontrarmos gente que nos ajudem a ser mais gentes.

No dia 22 “seu” Neis foi-se embora morar com Deus e quero lembrá-lo como alguém que não quis ficar em sua ilha deserta, mas quis fazer sua ilha ser encontrada.

Ao olhar tantos carros acompanhando seu féretro em apenas dois anos e pouco de sua estadia na cidade me coloquei a pensar como podemos cativar as pessoas em nosso deserto ou em nossa jornada.

Ao ver seus parentes e amigos vindo de tão longe para prestar-lhe a última homenagem me coloquei a lembrar que podemos deixar aqui uma saudade enorme de carinho e respeito.

Como disse Pe. Orestes: não é porque a pessoa morre que vira santa, mas “seu” Neis soube ser do jeito que era e manter amigos que o amaram e sentem sua falta. Quantas palavras sábias proferiu este sacerdote.

Ao ver seu filho que ficou longe para não se aproximar do esquife frio e sem vida me coloquei a pensar como perdemos tempo não nos aproximando das pessoas que amamos e como precisamos acordar para o aconchego de um abraço; de um carinho ou de um afago.

Fiquei vendo o carinho do Donizete por este grande homem e elevei meus olhos a Deus a agradecer por ter conhecido alguém que conseguiu fazer escorrer lágrimas dos olhos do amigo fiel.

Fiquei imaginando Dona Maria e sua fortaleza ou tentativa de mostrar-se forte diante do maior inimigo do ser humano que é a morte e fiquei extasiado ao perceber como se pode ter fé assim a ponto de lembrar-se da pequena imagem da Sagrada Família e trazê-la para perto do corpo inerte e sem vida e lembrar que a família pode e deve ser sagrada e abençoada a cada instante e pode trazer vida e libertação de nossa inércia.

Para lembrar “seu” Neis me vem mais uma recordação ? tona: que este homem deixou seus filhos e netos e veio sonhar com nossa ASFA; veio ser como que um missionário deixando tudo para seguir um ideal; lógico, com seus inúmeros defeitos e erros (como todos nós temos), mas pôde ensinar que podemos sonhar e fazer acontecer algo melhor para alguém; deixou sua terra, sua gente, para amar e ser amado numa terra estranha e suas últimas palavras ainda foram de alguém que dizia não querer deixar a ASFA a não ser num caixão e o criador ouviu sua vontade e a acatou.

É… Podemos fazer as coisas melhores em nossa convivência no deserto de nossas ilhas e podemos fazer a alegria acontecer a cada momento; ao menos podemos tentar!

Saibamos ser ousados (gosto desta palavra) em nossa vida.

Saibamos aprender algo em nossa ilha deserta interior e comunitária.
Saibamos ser qualificados a gerenciar nossos desertos e nossas ilhas para não sermos apenas mais um no universo.

Tenhamos em nós um ideal: ser feliz para fazer o mundo mais feliz!
Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria, em seu coração:

Pe. Delair Cuerva (sempre na luta de aprender com cada circunstância da vida).

{n}Quero lembrar:{/n}

A partir de hoje até sábado próximo teremos Missas, ? s 12h30 no templo ecumênico no Hospital de Clínicas da UNESP, em um evento chamado “Cerco de Jericó”. Durante todo o dia e noite Jesus será adorado na Capela do Santíssimo; vá lá e ore para que saibamos viver nesta ilha que pode ser deserta ou habitada.

{n} PADRES QUE ESTARÃO PRESIDINDO MISSAS:{/n}

Domingo (dia 25): Cônego Alberto (Paróquia de Nossa Senhora Aparecida).
Segunda (dia 26): Pe. Márcio (Paróquia de Itatinga).
Terça (dia 27): Pe. Fortes (Paróquia de São Pio X).
Quarta (dia 28): Pe. Paquito (Paróquia do Menino Deus).
Quinta (dia 29): Pe. André (Paróquia de Pardinho).
Sexta (dia 30): Cônego Joinville (Paróquia de Nossa Senhora de Fátima).
Sábado (dia 01): Cônego Marcos Paulo (Paróquia de São Pio X).

*** Aos padres que estarão presentes neste Primeiro Cerco de Jericó o MUITO OBRIGADO da Capelania Católica do Hospital de Clínicas da UNESP Botucatu.