Partida…

E nossa querida “dona” Rita se foi…

Não ouviremos mais brava a dizer: “vai plantar batata”…

Não agarrará mais nosso braço querendo passear pela nossa ASFA…

Não gritará os “oi” quando eu bradava seu nome nas Missas…

Não ficará emburrada quando a gente não fazia o que queria…

“Eita” “dona” Rita…

Aprender com ela foi algo esplêndido ao menos com sua alegria e suas palmas…

Aprender com ela a dançar mesmo sem perceber que música tocava ou, em seus “flashs” de lucidez, a cantar foi maravilhoso…

“Dona” Rita vai deixar saudades; mas a certeza de poder contar com ela a interceder por nós é o que fica em nosso coração.

Muitas “donas” “Ritas” passarão pela ASFA, se Deus quiser, e, creio, vai querer.

Precisamos aprender com ela esta garantia de deixar algo para alguém… Uma herança de amor e de descontração que mexerá conosco ao olhar aquele cantinho sem o sorrisão daquela mulher…

Será que deixaremos saudades ao partir como ela?

Será que deixaremos um “q” de saudades quando voltarmos ao encontro eterno?

Será que vamos ser exemplo pra alguém a recordar de nossas palavras ou gestos?

Pois é… Precisamos seguir avante sem medo de crer e de amar e saber fazer acontecer aquilo que somente nós sabemos… Podem até fazer melhor, mas como fazemos é impossível que alguém o faça.

As marcas devem ser deixadas… Mas são marcas próprias; marcas que ninguém tem…

A gente vê e ouve muita coisa e bem por isso nossos ouvidos e olhos não podem parar, não podem esmorecer em demonstrar o que se ouve e o que se fala.

Não se pode deixar de marcar cada espaço com marcas próprias e intransponíveis.

O meu espaço é meu e de ninguém mais, ao menos na saudade deixada ou na marca cravada no coração.

É… Tudo isso pra lembrar a cada um de nós o tempero que pode ser saboreado pelas pessoas que nos rodeiam e que um dia deixaremos aqui ou levaremos para lá onde quer que seja…

Termino dizendo somente:

Vai anjo de Deus de volta Àquele que um dia lhe emprestou a nós…

Vai de volta anjo… Boa viajem e saiba que deixa em nós um pouco de si e leva consigo um pouco de nós a dizer ao Criador que Lhe agradecemos ter nos emprestado alguém tão capaz de amar e ensinar a fazê-lo.

 

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de José, com o carinho para “dona” Rita…

 

Eu,

 

Pe. Delair Cuerva, fmdp