O PLANETA VERMELHO MARTE

O quarto planeta do Sistema Solar é um mundo desabitado, inóspito e desértico, com solo avermelhado e características vulcânicas. Marte é chamado desde a antiguidade “Planeta vermelho”, devido a sua cor característica e única, que o diferencia de todos os outros mundos conhecidos.

O interesse científico por Marte é muito grande, pois existem teorias que afirmam que o planeta teria abrigado vida com um complexo sistema oceânico, em tempos remotos. Essas teorias vêm se arrastando desde a antiguidade e astrônomos de grande importância como Galileu, já teriam observado acidentes geográficos, que se pareciam com canais, onde provavelmente abrigaram águas correntes.

Marte é menor que a Terra. Tem 6.794 quilômetros de extensão. O dia marciano dura apenas 36 minutos a mais que o nosso. Já o ano do Planeta Vermelho tem 687 dias. Com uma distância de aproximadamente 228 milhões de quilômetros do Sol, as temperaturas em Marte Variam entre -143ºC a 35ºC, com uma média de -63ºC.

A atmosfera marciana é bastante diferente da nossa, composta por Dióxido de Carbono (CO2): 95,32%, Nitrogênio (N2): 2,7%, Argônio (Ar): 1,6%, Oxigênio (O2): 0,13%, Água (H2O): 0,03% e Neônio (Ne): 0,00025 %. Mesmo com esta composição diferenciada, os cientistas crêem que no passado a atmosfera do planeta apresentou composições mais parecidas com a da Terra, permitindo assim a manutenção de água em estado líquido. Estas evidências ficam marcadas pelo solo marciano, composto por sulcos e isolamentos de terra, que evidenciam este fenômeno. Como a água do planeta desapareceu ninguém sabe. Alguns estudiosos acreditam que o campo magnético de Marte, não impediu a penetração rígida dos raios solares, fazendo com que as águas dos oceanos fossem evaporadas com o tempo. São muitas especulações que podem ser esclarecidas num futuro próximo, quando a NASA pretende mandar uma missão tripulada ao vizinho mundo vermelho.

Marte sempre foi um mundo que aguçou a imaginação dos escritores e inspirou diretores de cinema e cartunistas a fazerem trabalhos, sempre voltados a possibilidade de vida inteligente em seu domínio. Cientistas da Terra se surpreenderam, quando uma das missões não tripuladas pela NASA, mandou uma foto com a figura de um “Rosto” esculpido na superfície do planeta. Demoraram vários anos para se descobrir que a tal imagem, não passava de uma simples ilusão de ótica e na realidade o tal “Rosto Marciano” seria o resultado da junção de algumas montanhas, acompanhadas de sombras, que criavam a imagem ilusória.

Muitas missões espaciais foram mandadas com destino a Marte para se conseguir imagens. Em Julho de 1965, a nave espacial Mariner 4 transmitiu 22 fotos, em close, de Marte. Tudo o que se revelou foi uma superfície contendo muitas crateras e canais de ocorrência natural, e nenhuma evidência de canais artificiais como se imaginava. Finalmente, em Julho e Setembro de 1976, as sondas Viking 1 e 2 pousaram sobre a superfície de Marte. As três experiências realizadas a bordo das sondas revelaram uma inesperada e enigmática atividade química no solo Marciano, mas não forneceram evidências claras sobre a presença de microorganismos vivos no solo. De acordo com os biologistas da missão, Marte é auto-esterilizante. Eles acreditam que a combinação da radiação ultravioleta solar que satura a superfície, da secura extrema do solo e da natureza oxidade da química do solo, interferem na formação de organismos vivos no solo Marciano. Chegou-se então a uma conclusão que a vida em Marte pode ter existido, mas carecia de estudos mais apurados da composição atmosférica e solo.

Escrever sobre Marte é muito complicado, pois o interesse pelo planeta é tão grande, que existe um excesso de informações que caberiam num livro. Esta minha pequena matéria é apenas uma minúscula observação da grandiosidade do material existente .Vale a pena você procurar saber, pois estamos falando de um mundo que é alvo dos estudos mais profundos da astronomia e que já foi decidido que será a próxima missão exploratória do Universo.