Não desanimar…

Por vezes me vejo decepcionado com a humanidade que teima em não abrir-se ao novo… Ao que se faz necessário mudar e ser diferente…

Não consigo entender este povo que sonha com algo melhor, mas que mascara as manifestações destruindo bens que serão usados por si mesmos ou pelos entes que dizem querer bem…

Sabe que me estranho ao ver minha própria mudança em “não estar nem aí” para as coisas que devem ser mudadas e que não acontecem?

Fico aturdido a pensar: será que também não estou me acomodando vendo tanto por se fazer e me colocando em minha poltrona de comodidade?

Tenho medo de pensar como será nossa humanidade.

Fico estático ao ver como são necessárias mudanças e como nenhum ou poucos passos se dão para o novo…

A humanidade sempre pensou em seu bem próprio; mas ultimamente se vê isso mais notoriamente pela facilidade do pouco encontro; dos “deliveris”, dos sites de busca e encontro onde se pode delinear (mesmo que muitas vezes perigosamente) como se quer e quando se querem as coisas ou pessoas.

Fico perplexo em ver que somos cada vez mais capazes e intelectualizados; mas cada vez entendemos menos de ser gente que se encontra e que está apto e aberto à mudança.

Vivemos cansados, abatidos e entregues e bem por isso ocorrem os “desânimos” em labutar vorazmente por fazer algo.

Fico pensando em nossa ASFA (Associação Sagrada Família) que quer cuidar de quem tem câncer, Aids e Idosos e vejo quão pouco temos para realizar este intento quando se ganha dinheiro tão fácil nas drogas, com as bebidas e cigarros, com a religião e com a política… Vejo enormidades de valores em torno desta ou daquela pessoa ou grupos, mas pouco se voltando a ajudar… Bem que Dom Irineu sempre diz que o mal está muito bem organizado….

 

Como mudar essa situação?

 

O que fazer para que ciúmes, mágoas, decepções e qualquer tipo de sentimento negativo seja extirpado de nosso vocabulário de vida?

Creio que o melhor e maior meio seja indo avante e aceitando mudanças; mas não só. Também fazer algo… Não nos colocar numa vida altista onde nosso mundo é que vale a pena.

Não podemos estacionar!

Sempre digo isso a você, não é? Mas hoje quero dizer a mim mesmo; em meio à minha alienação também que vem a tona querendo me persuadir a nada fazer pelo bem e pelo que há de se fazer.

Amamos sim; mas a quem?

Queremos bem sim; mas desde que seja de nosso jeito torpe por vezes de ser.

Abramos nosso coração e saibamos seguir avante sem medo e sem pestanejar…

 

Buscando fazer algo, mas lembrando-se que ninguém dá o que não tem… Abasteçamo-nos a nós mesmos para poder partir para a longa batalha do amor.

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de José…O homem que não estacionou em sua desventura de amar a Maria, mas assumiu por amor!

Eu… Que AINDA creio que tudo pode ser renovado:

 

Pe. Delair Cuerva.