INGRID BERGMAN: 30 ANOS DE MORTE DE UM DOS MAIORES ÍCONES DO CINEMA

Todo cinéfilo que se preze conhece a biografia e admira diversos ícones do cinema como Rodolfo Valentino, Charles Chaplin, Cary Grant, Humphrey Bogart, Greta Garbo, Katherine Hepburn, entre muitos e muitos outros.
Neste dia 29 de agosto, completa-se 30 anos de morte de uma das atrizes mais admiradas e talentosas da sétima arte: Ingrid Bergman. Para os cinéfilos, a eterna Ilsa Lund de “Casablanca”.

Ingrid Bergman nasceu em Estocolmo em 1915 e recebeu seu nome em homenagem a Princesa Ingrid da Suécia. É o grande nome sueco do cinema que substituiu outro grande ícone de seu país no cinema mudo, Greta Garbo.

Ao contrário de Garbo que, apesar de protagonizar apenas filmes mudos, exalava uma forte personalidade, Ingrid Bergman, era a figura da doçura e da candura em hollywood, embora também fosse dona de um caráter inabalável.
Fez filmes memoráveis como “Por quem os sinos dobram” ( 1943 ), “Joanna D´Arc” (1948 ) e “Interlúdio” ( 1946), um thriller emocionante co-estrelado por Cary Grant e dirigido por ninguém menos que o mestre do suspense Alfred Hitchcock.

Também protagonizou filmes italianos e neo-realistas junto com o diretor Roberto Rosselini, com quem casou após abandonar seu primeiro marido. Um grande escândalo para a sociedade da época.

Ingrid Bergman ganhou três Oscars. Primeiro pelo filme “À meia luz” ( 1944 ), o segundo pelo longa metragem “Anastasia, a princesa esquecida” ( 1956 ), e o terceiro pelo filme “Assassinato no Expresso Oriente” ( 1974 ).

Para quem ainda se interessar em aprofundar os conhecimentos sobre a atriz sueca, basta ler sua autobiografia “Ingrid Bergman: Minha História”, escrita em conjunto com Alan Burgess. Nesta obra a própria atriz relata sua trajetória profissional e amorosa fazendo um verdadeiro “raio x”, de um ícone do cinema.

Infelizmente Bergman perdeu a luta para o câncer de mama e se foi no dia 29 de agosto de 1982, quando justamente completava seu 67º aniversário.
Ingrid Bergman não levou nenhum Oscar por “Casablanca”, filme adorado e idolatrado por inúmeros amantes da sétima arte e praticamente refutado pela própria atriz. Bergman costumava dizer: “Eu fiz muitos filmes mais importantes, mas as pessoas sempre querem falar sobre aquele que fiz com Bogart”, reclamava.

Para o bem ou não da renomada atriz, Ingrid Bergman será sempre lembrada pela história romântica ambientada na áfrica em tempos de nazismo. Se em “Casablanca”, Humphrey Bogart diz para Bergman “Nós sempre teremos Paris”, neste 29 de agosto, nos 30 anos de morte da atriz, os cinéfilos poderão eternizar “Nós sempre teremos Ingrid Bergman”.

{n}Érika Svícero Martins França
Jornalista – MTB 28.063