Bruno Senna é a luz no fim do túnel?

Para o Brasil a notícia é boa. Bruno Senna, pela primeira vez, irá testar pela Renault. O feito acontecerá nesta sexta-feira (29) no circuito de Hungaroring (Hungria). Um dos motivos que circulou em conversas pelo paddock é que Nick Heidfeld, não está correspondendo as expectativas e que uma chance será dada ao brasileiro.

Com inteligência, Senna declarou em entrevista que não vai tentar ser herói apesar da pressão e que tem consciência das dificuldades que ainda estão por vir. O piloto de testes da equipe francesa sabe muito bem o terreno que está pisando quando fala em dificuldades e pressão. A equipe Renault ocupa a quinta colocação no campeonato de construtores com 66 pontos e tem Nick Heidfeld ocupando a oitava colocação na tabela com 34 pontos, seguido de perto pelo companheiro de equipe Vitaly Petrov (32).

Entre as equipes intermediárias, a Renault tem como objetivo vencer a batalha com sua grande concorrente nas pistas, Mercedes, que ocupa a quarta posição no campeonato de construtores e tem 12 pontos a mais.

A Fórmula 1 é um sonho para qualquer piloto. É o objetivo a ser alcançado e faz bem ao ego de cada profissional. O cara que conseguir sentar no cockpit de um carro da categoria tem moral e uma nota máxima em seu currículo. São poucos no mundo que chegaram lá e os que conseguiram escreveram seus nomes para a história. Mas, da mesma maneira que um sonho passa a ser realidade, o pesadelo pode estar bem próximo.

Como a Fórmula 1 é o esporte automobilístico “menina dos olhos” do mundo, a pressão é muito forte e a exigência redobrada. Falhas não são permitidas, erros humanos não serão tolerados e principalmente é proibido “ficar na miúda”. Bruno está correto em dizer que não vai com muita “sede ao pote”, mas por outro lado o piloto não deve se conformar com isso e muito menos tentar manter resultados. Se o brasileiro sonha em alcançar os mesmos degraus que seu tio um dia alçou, Senna deve reclamar, exigir, brigar e nas pistas mostrar inteligência, arrojo e inconformidade com a atual situação da equipe francesa, sempre querendo mais. Só assim o objetivo de ser um piloto procurado por outras equipes e sonhar com escuderias de ponta pode ser alcançado.

Piloto humilde, que se conformava com tudo e que aceitava qualquer situação, já tivemos Rubinho Barrichello, em seus áureos tempos de Ferrari, era o cara mais “tranquilo do mundo” e aceitou passivamente todas as exigências da equipe de Maranello, deixando Schumacher ser o que era e ele (Rubinho), o que foi.

Vocês estão acompanhando a reação de Mark Webber na Red Bull? Se não, percebam. O piloto australiano não se conforma com cada manobra feita em prol Vettel e reclama, exige e xinga no rádio quando necessário. Ele (Webber), sabe que é o segundo piloto da equipe, mas não aceita ou não entrega de “mão beijada”. A última dele foi uma declaração feita em entrevista sobre sua relação com Vettel. “Simplesmente, não nos falamos e não há motivo para nos falarmos”.

Gostei do modo que Senna está querendo agarrar sua chance de ouro na Fórmula 1. Só vamos torcer para que ele não seja tão passivo daqui para frente, pois a passividade nunca foi e nunca será a marca dos grandes campeões.