A IDADE CHEGA….

O tempo passa e passa rápido… Gosto sempre de dizer isso! Já notou?

Gosto de ver as rugas de nossos irmãos e irmãs que se preocupam com seus cremes anti rugas e muitas cirurgias plásticas para esconder sua idade… E gosto de “pegar no pé” destas pessoas e dizer que de nada adianta isso, pois a somatória de seus dias, meses e anos estão aí diante do rg amarelando de cada um…

Acho lindo ver aqueles rostinhos enrugados e perceber neles uma grande certeza: fizeram de tudo para serem felizes e fazer felizes suas famílias.

Uita gente não gosta quando chamo de “véinho ou véinha”; mas amo chamar estes seres da geração experiência assim e costumo dizer que este é um termo carinhoso para lembrar aqueles que tiveram seus rostos e mãos manchados pelo tempo e pelo trabalho; pelas dores e pelos sofrimentos de toda uma vida entregue ao desejo de ver este mundo mais fraterno e feliz.

Como é bom ouvir Roberto Carlos a dizer cantando “meu querido, meu velho, meu amigo” e perceber nesta poesia cantada que se deve sim amar o irmão de rugas no rosto e mãos trêmulas, pois olhar para ele ou ela é ter a certeza do imediatismo que existe diante de nossas vidas em se fazer o que somente nós podemos fazer… Pois… O tempo passa!

Toda vez que me aproximo de um “veinho ou veinha” me emociono ao perceber quanto deve ter sofrido para poder chegar a esta tenra idade.

Quantas lições estes têm a nos ensinar?

Quanto são mestres na arte de viver?

Quantos são execrados por um salário vergonhoso de aposentadoria depois de fazerem a história ter algo a ser lembrado?

Quanto podem estes rostos enrugados darem de exemplo a nós, menos enrugados, para podermos acertar onde não acertaram e melhorar o que deve ser melhorado.

É bonito ver o zelo de alguns filhos pelos seus; mas é triste notar aqueles que jogam os seus ao fundo de suas mansões e lhes dão um final de vida relegado ao esquecimento e abandono.

Mas há também aqueles “turrões” que preferem se isolar em seus mundinhos arcaicos de pensamento de dó e de pesar.

Há aqueles que preferem viver num mundinho por eles criado e que querem toda atenção voltada a eles esquecendo que não são o centro do mundo e que têm que aprender a viver em sociedade lembrando-se de seus deveres e atuações que ainda são pertinentes.

Lógico… Onde há ser humano há também o erro, mas devemos aprender que todos, digo todos, ainda temos muito a fazer enquanto estivermos aqui usando o ar doado pelo ser maior que rege este mundo.

Nada de “jogar a toalha”…

Nada de esmorecer…

Nada de ficar somente olhando quantas rugas e “pés de galinha” nos chegaram…

Vamos seguir avante com um beijo de Jesus, pelos Lábios de Maria e no abraço de São José…

Sempre envelhecendo a cada dia…

Pe. Delair Cuerva.