“Ora et labora”

Gosto de lembrar aquela frase que nem sei de quem: “Deus perdoa sempre; o homem, às vezes, mas a natureza nunca!”.

Estes dias estamos vendo coisas malucas em nossa natureza: são “mini-tsunamis”, maremotos e tantas loucuras… Até parece que o mundo vai acabar, como alguns dizem por aí. Somos responsáveis por tudo isso…

Somos nós que jogamos lixo nas ruas, destruímos as plantas, as árvores, os pássaros, enfim toda nossa fauna e flora. Nossos desmatamentos particulares como arrancar nossas árvores de nossos jardins já é uma espécie de desmatamento. Nossas crianças que quebram as coisas é uma espécie de “anti-naturalismo” (se é que existe esta palavra).

Queremos ficar livres deste calor que acontece em nossos dias, mas nossa camada de ozônio está sendo destruída por conta de nós mesmos; de nossa desmedida ganância e vaidade. Não queremos que as chuvas destruam nossas casas e nossos bens tão sofridos em serem conquistados, mas, em contrapartida, jogamos até carros e geladeiras em nossos rios. Não queremos ver nossas belezas naturais depredadas, mas arrancamos a beleza de nossos cartões postais desviando rios e mexendo em nossa natureza.

Sem falar na natureza maior que somos nós mesmos, nosso modo de viver, nossos objetivos maiores de vida digna e valiosa; haja visto nossa ganância desmedida em ter mais e ser menos. É como a campanha da fraternidade deste ano nos diz: “Não podemos servir a Deus e ao dinheiro”. Se servirmos ao dinheiro deixa-se de lado a essência que é o próprio ser. Porque será que somos assim? Só acordamos para chorar as coisas depois que as perdemos?

Faz-se urgente e necessário acordar para buscar uma melhor forma de ajeitar o mundo. Como começar? Por nós mesmos… Olhando para o que fazemos com nosso corpo, com nosso ser integralmente: corpo e alma. Como buscamos e fazemos acontecer nossa felicidade.

“Nenhum homem é uma ilha”… Buscar ser alguém que convive com alguém. Que sabe conviver com alguém sem querer que este alguém seja você ou vice versa; entendeu? Nem eu!

Em suma, ser sociável e insaciável na busca de fazer acontecer uma sociedade justa, fraterna e solidária; não solitária em buscar felicidade sozinho. Enfim, não podemos nos calar diante dos males, temos que falar, mas não podemos esquecer de agir; pois falar é muito fácil!

 Na verdade parafraseio algo de São Bento: “Ora et labora”: reza e trabalha; essa deveria ser a verdade absoluta da vida da gente neste mundo; não parar no abstrato e ir ao concreto. Uma coisa completando a outra, mas cada qual com seu devido valor e intensidade. Deus nos fez para coisas grandes e nos deu grandes coisas.

Cabe a nós cuidar bem disso para nós mesmos termos uma vida digna e nossos herdeiros encontrarem valor naquilo que deixamos para eles e continuarem com este ideal; senão corremos o risco de fazer como naquela obra de ficção chamada “Planeta dos Macacos” (lembra?) em que o homem estragou tanto a natureza que um dia os sobreviventes humanos se tornaram escravos dos “símios” (animais semelhantes ao macaco, que são os mais próximos do homem) porque estes pensavam na preservação de tudo que era natural, em controvérsia com o que os seres “humanos” haviam feito destruindo tudo por conta de poder, a saber, bombas de nêutrons, poder financeiro e outros poderes vorazes que a humanidade tem.

É… Antes que os tidos como animais irracionais tomem o poder de nós os “animais racionais” vamos à luta, não é?  Brincadeirinha!!!

 Com um beijo de Deus, pelos lábios de Maria, em seu coração: Pe. Delair Cuerva!

ASFA – Associação Sagrada Família.

Convite especial: Seja feliz!!!