Venda de imóvel visa beneficiar região da Vila Maria

Na justificativa o prefeito explana que busca alternativas para viabilizar a revitalização da área onde se situa o campo de futebol além de outros projetos para a realização de atividades educacionais, culturais, recreativas, esportivas e de lazer

 

Nesta segunda-feira, os vereadores da Câmara Municipal de Botucatu irão apreciar e votar o Projeto de Lei nº 111, de  24 de  novembro de 2015, de autoria do prefeito João Cury Neto (foto) que objetiva autorização legislativa para venda de imóvel disponível do Município de Botucatu, adquirido a título de permuta em 16 de maio de 1995, medindo 438,75 metros quadrados.

Imóvel localiza-se na Rua Júlio Vaz de Carvalho, no Jardim Panorama,  e não reúne condições para construção de qualquer tipo de edificação institucional, motivo pelo qual pretende o Poder Executivo colocá-lo a venda e os recursos obtidos com a venda serão investidos em outro imóvel recentemente adquirido pelo Município através da Lei nº 5.747, de 29 de setembro de 2015, conhecido como “Campo da Vila Maria”.

“Nesse sentido, busca o Poder Executivo alternativas para viabilizar a revitalização da área onde se situa o Estádio Petrarca Bacchi, que pertencia ao Clube Atlético Brasil de Vila Maria, além de outros projetos para a realização de atividades educacionais, culturais, recreativas, esportivas e de lazer que beneficiará a comunidade do Jardim Brasil, Vila Mariana, Jardim Ciranda, Cohab II e toda a região leste do município”, explanou o  prefeito João Cury Neto, em sua justificativa.

Um projeto semelhante  (nº 79/2015, também do prefeito João Cury Neto) que propunha a venda de um imóvel de propriedade do Município de Botucatu, localizado na Praça Carlos Gomes (Rua João Passos), onde funciona a Guarda Mirim, próximo da Escola Municipal Rafael de Moura Campos não foi aprovado. O dinheiro arrecadado com a venda seria investido para melhoria em área na Vila Maria, no antigo Estádio Petrarca Bacchi, com a construção de uma praça esportiva.

A propositura causou grande polêmica e acabou sendo adiado por 30 sessões legislativas a pedido do vereador Fernando Aparecido Carmoni  em razão de não ter alcançado os votos necessários (2/3) para sua aprovação, ou seja, oito votos favoráveis. Dos 11 vereadores, quatro se manifestaram contrários. São eles:  Rose Ielo e Carlos Trigo, ambos do PT; Reinaldo Mendonça Moreira – Reinaldinho (PR) e Lelo Pagani (REDE).  

Embora tenha conseguido o adiamento por cerca de sete meses,  os vereadores criaram um problema muito sério ao Executivo. Isso porque a pauta ficará trancada e enquanto esse projeto não for votado e  o prefeito não poderá encaminhar nenhum outro projeto para ser votado em sessão ordinária nas próximas 30 sessões. Os projetos do Executivo só serão votados em sessões extraordinárias.