TV Câmara pode gerar manifestação popular

Está sendo aventado para acontecer em data a ser agendada a realização de uma carreata de protesto em razão da corrupção que acontece na Petrobras e contra a instalação da TV Câmara Canal 61 (aberta) em Botucatu, que tem previsão para entrar no ar no segundo semestre deste ano. Inicialmente, a TV Câmara entraria em funcionamento no próximo mês de abril através do Canal 35 pela internet (fechado) até que os equipamentos necessários para a TV 61 aberta sejam adquiridos.

A manifestação popular contra a TV Câmara está sendo coordenada pelo radialista Vanderlei dos Santos e pelo

empresário Fernando Borgatto. O profissional do rádio entende que “a instalação da TV Câmara traria um gasto de cerca de R$ 2 milhões ao cofre público, teria uma audiência pífia e serviria apenas para promoção pessoal dos vereadores”.

Borgatto, foi mais além: sugere que “a TV Câmara não deve ser paga com orçamento público e sim com os vencimentos dos próprios vereadores já que todos têm trabalho paralelo”.

Do outro lado da corda estão os vereadores que aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar nº 058 de 24 de outubro de 2013 de autoria da Prefeitura Municipal, que altera a Lei Complementar nº 993/12 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para que seja instituída a instalação da TV Câmara que tem a finalidade de transmitir ao vivo as sessões legislativas.

O atual presidente do Legislativo André Rogério Barbosa – Curumim (PSDB) entende que a TV Câmara não tem retorno, pois já está aprovada por unanimidade. “Ela será um instrumento a mais para que a população possa acompanhar ao vivo as sessões legislativas. É uma oportunidade de a Câmara se modernizar usando essa tecnologia e acredito que atende os interesses da coletividade”, disse.

Botucatu ganhou a concessão do canal 61 em rede aberta do Ministério das Comunicações e o dinheiro para sua instalação foi inserido no orçamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 para o ano de 2015. Para que a TV Câmara não seja instalada em Botucatu seria necessário a Mesa de a Casa encaminhar um projeto ao Ministério das Comunicações desistindo da concessão.