Termina a greve dos servidores públicos municipais

Por falta de adesão, o Sindicato dos Servidores Municipais de Botucatu decidiu interromper a greve dos servidores municipais iniciada na manhã da última segunda-feira (foto). A pouca adesão do funcionalismo fez com que a direção do sindicato tomasse essa decisão.

A greve que começou na manhã de segunda-feira teve uma adesão muito abaixo do esperado por parte do funcionalismo. Embora a direção de greve tenha afirmado que no primeiro dia 30% dos trabalhadores tinham aderido ao movimento, a prefeitura anunciou que apenas 5% estavam em greve. Na manhã desta terça-feira a adesão caiu mais ainda e o sindicato não teve outra alternativa a não ser suspender o movimento, mesmo antes de a greve ser julgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas.

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O presidente do Sindicato, José Manoel Leme, acreditava que o número de adesões ? greve iria aumentar após o primeiro dia de greve, mas isso não aconteceu. Os servidores, mesmo aqueles que aderiram em um primeiro momento, optaram pelo retorno ao trabalho.

“Decidimos interromper o movimento, mas isso não nos impede de continuar as negociações para buscarmos atender nossa reivindicação que é um aumento no vale compra que hoje é de R$ 300,00. Os 6% que foi dado pelo prefeito e aprovado pelos vereadores nós já aceitamos. O impasse continua no vale compra”, disse o presidente.

O prefeito João Cury Neto não escondeu sua satisfação com o térmico da greve sem que nenhum setor da prefeitura fosse prejudicado. Ele adianta que todos os departamentos trabalharam normalmente, mesmo que em alguns deles parte dos funcionários tivesse aderido ao movimento. Cury voltou a afirmar que nenhum funcionário sofrerá represália por ter participado do movimento.

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“Entendo que a greve é um direito legítimo dos trabalhadores, desde que a Constituição seja respeitada. Nenhum funcionário que esteve afastado por causa da greve irá sofrer perseguição política ou represálias, mas as horas não trabalhadas serão descontadas dos funcionários, por uma questão de Justiça com os que trabalharam”, adiantou o prefeito João Cury.

“Fizemos quatro rodadas de negociações e eu participei de três delas, mas, infelizmente, não chegamos a um acordo. Cheguei nos 6% que ficou acima da inflação e era o máximo que poderíamos dar para não comprometer setores essenciais da Prefeitura, nem ser inconseqüente. Nós decidimos que o aumento do funcionalismo será sempre igual ou maior do que a inflação do período e estamos cumprindo isso. O aumento que demos ficou acima da inflação”, concluiu o prefeito.