Tarifa de ônibus estará mais cara a partir de domingo

Aumento foi costurado pelo Conselho Municipal do Transporte;  Coletivo representantes das duas empresas concessionárias de ônibus que atuam na cidade:  Stadtbus Transportes e Viação São Dimas;  e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semutran)

 

A partir da primeira hora deste domingo, dia 3 de janeiro, entra em vigor em Botucatu a nova tarifa do transporte coletivo, que foi definida em novembro deste ano, passando de R$ 3,00 para R$ 3,35, aumento de 11%, percentual que não agradou os usuários e deixa Botucatu como uma das tarifas mais caras do Brasil, em proporção ao número de habitantes. Com o aumento, o reajuste fica um pouco acima da inflação acumulada, já que a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2015 é de 10,72%.

Estudantes, guardas-mirins e idosos entre 60 e 65 anos pagarão R$ 1,67 pela meia tarifa. Pessoas a partir de 65 anos de idade e pessoas com deficiência física, devidamente cadastradas, continuam isentas de pagamento. Durante o período de 30 dias será mantida a tarifa de R$ 3 aos usuários que possuírem créditos em seus cartões.

O acordo do reajuste foi negociado pelo Conselho Municipal do Transporte Coletivo (CMTC), composto por munícipes (usuários, idosos, estudantes e pessoas com deficiência), representantes das duas empresas concessionárias de ônibus que atuam na cidade:  Stadtbus Transportes e Viação São Dimas e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semutran), sendo aprovado pelo Executivo Municipal.

Na ocasião da negociação o ex-secretário de Mobilidade Urbana (Semutran), engenheiro Vicente Ferraudo, que pediu seu desligamento da secretaria por motivos particulares e está sendo substituído,  interinamente, pelo secretário de Obras, André Peres,  acompanhou todas as reuniões e  salientou que o reajuste buscou contemplar o consenso entre as partes  para se chegar a um denominador comum.

 “Não queremos que as empresas sejam prejudicadas, mas buscamos um percentual que contemple os interesses dos usuários, que em sua maioria é a parcela menos favorecida da população”, colocou Ferraudo, quando estava à frente das negociações. “É necessário encontrar uma alternativa de reajuste para que as empresas tenham condições de continuar prestando um bom serviço à população sem prejudicar os usuários”, acrescentou o ex-secretário.

Na mesa de negociações foram colocados vários fatores para justificar esse aumento de 11%,  como inflação; aumento no preço do combustível e nas peças de manutenção e reposição; renovação da frota; aumento da quilometragem percorrida; gratuidade para idosos a partir dos 65 anos e pessoas com deficiência física, e reajuste nos salários dos trabalhadores das empresas.