Tarifa de ônibus em Botucatu já está valendo R$ 3,35

Com esse aumento de 11% os usuários iniciam o ano pagando uma das tarifas do transporte coletivo mais caras do Estado e do País, em proporção ao  número de habitantes
 

Desde a primeira hora deste domingo, dia 3 de janeiro, está em vigor em Botucatu a nova tarifa do transporte coletivo, que foi definida em novembro deste ano, passando de R$ 3,00 para R$ 3,35, aumento de 11%, que ficou acima da inflação divulgada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015, de 10,72%. Em Botucatu o transporte coletivo é explorado por duas empresas distintas: Stadtbus Transportes e Viação São Dimas, que dividem as linhas e praticam preços iguais.

Estudantes, guardas-mirins e idosos entre 60 e 65 anos pagarão R$ 1,67 pela meia tarifa. Pessoas a partir de 65 anos de idade e pessoas com deficiência física, devidamente cadastradas, continuam isentas de pagamento. Durante o período de 30 dias será mantida a tarifa de R$ 3 aos usuários que possuírem créditos em seus cartões.

Com esse aumento Botucatu inicia o ano como umas das tarifas do transporte coletivo mais caras do Estado e do País, em proporção ao  número de habitantes. No interior paulista “perde”  apenas para cidades acima dos 350 mil habitantes, como Franca (R$3,50);  Sorocaba (R$3,50);  Bauru (R$ 3,50); Campinas (R$ 3,50);  São José dos Campos (R$3,40);  Rio Claro (R$3,50); Jacareí (R$3,40); Caraguatatuba (R$3,40);  ou Ribeirão Preto (R$3,40).

Por outro lado, a tarifa botucatuense é mais cara do que a grande maioria dos municípios paulistas onde se incluem Santos (R$ 3,25); Itapeva (R$3,00); Avaré (R$3,20); Marília (R$3,00); São Carlos (R$3,10); São José do Rio Preto (R$2,30); Jaú (R$ (3,00);   Ourinhos (R$2,90);  Tatuí (R$3,00); Boituva (R$2,00);  Araras (R$2,80);  Barretos (R$ 3,20); Araraquara (R$3,20);  Jaboticabal (R$2,80); Pirassununga (R$2,90);  Assis (R$3,30);  Piracicaba (R$3,30) ou Itú (R$3,30). Em Araçatuba o preço equivale (R$3,35). 

Ainda nesta linha das tarifas de transporte coletivo vale destacar que apenas quatro cidades brasileiras não cobram passagem de ônibus urbano da população: Agudos e Potirendaba, de São Paulo; Porto Real, no Rio de Janeiro; e Ivaporã, no Paraná.

 

Justificativa do reajuste

A recomposição do preço da passagem foi definida após estudos técnicos e uma série de discussões entre o Conselho Municipal do Transporte Coletivo (CMTC), representantes das empresas de ônibus e da Prefeitura. No modelo tarifário adotado para o reajuste, que é pautado na Lei Municipal nº 782 de 2010, os percentuais possuem um peso classificado da seguinte maneira: mão de obra (49,55%); peças e equipamentos (27,05%); e combustível (23,4%). 

Entre os fatores que influenciaram para majoração do valor da tarifa estão: reajuste de 9,5% nos salários dos operadores do transporte coletivo de Botucatu, conforme acordo coletivo de trabalho 2015/2016 do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (data base de 01/05/2015); aumento de 7,60% no índice de preços ao produtor da fabricação de veículos automotores e carrocerias (IPP) e aumento no valor do óleo diesel em 18,47%, com base na variação do preço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no período.