Sindicato reivindica salários com ato público

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Botucatu coordenou na manhã deste sábado um ato público na Rua Amando de Barros. Vários sindicalistas estiveram em toda extensão da rua mais tradicional de Botucatu procurando explicar aos transeuntes os motivos
do manifesto.

Uma carta aberta foi distribuída ? população explicando as reivindicações da classe que está em estado de greve desde a semana passada, por não haver acordo nas propostas apresentadas pela Prefeitura. Conheça alguns trechos da carta:

“É direito da população acesso a um serviço público de qualidade boas escolas, unidades de Saúde, hospitais, creches, centros culturais e esportivos, bem como manutenção de obras de serviços urbanos. Mas, nada disso é possível se os direitos básicos dos trabalhadores não forem respeitados”.

“O ano de 2010 começou com crescimento econômico, geração de empregos, salário mínimo aumentado em 9%, os aposentados tiveram reajuste de 7,7%, assim como os impostos do município que sofreram reajustes maiores que 7%”.

“Por causa dos baixos salários e da falta de valorização profissional, muitos servidores estão enterrados em dívidas e outros até fazem bico para sustentar suas famílias. O mês de maio é a nossa data base e não abrimos mão de nosso direito ? reposição de perdas salariais que corroeu os nossos salários em 18,47% ao longo dos tempos. Queremos aumento real de salários, como conquistaram nossos companheiros da construção civil, do setor químico, bancário e metalúrgico”.

“Reivindicamos Justiça e estamos em estado de greve, por enquanto, com possíveis mobilizações, manifestações, pois ainda estamos acreditando na possibilidade de negociação real, com propostas concretas que demonstre compromisso com o atendimento das nossas reivindicações. Esperamos a compreensão da população caso venha ocorrer ? greve dos servidores”.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores, José Manuel Leme o Mané, todas as propostas feitas pela Prefeitura ficaram abaixo das expectativas e das necessidades dos servidores. “Por isso estamos em estado de greve e poderemos deflagrar uma greve geral a partir do dia 1º de junho, caso não haja mais negociação”, previu o sindicalista.

Ele lembra que o prefeito encaminhou um decreto para a Câmara Municipal colocando o aumento em 6%. “Esse percentual já não foi aceito em assembléia. Por isso, estaremos na Câmara Municipal nesta segunda-feira para batalhar pelos nossos direitos e tentar sensibilizar os vereadores para que eles estejam juntos neste movimento de reivindicação salarial com os servidores”, colocou Mané Leme.

O prefeito encaminhou esse decreto de aumento de salários do funcionalismo público para apreciação dos vereadores em plenário para ser votado. O decreto será aprovado se a maioria simples dos 11 vereadores votarem favoravelmente, no caso seis legisladores. Se isso acontecer, ou seja, se o decreto do prefeito for aprovado, uma greve poderia ser considerada ilegal.

Fotos: Fer5nando Ribeiro