Sindicato diz que greve dos servidores não foi encerrada

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Botucatu, José Manoel Leme (foto), a greve do funcionalismo, em Botucatu, não foi encerrada na tarde desta terça-feira e sim adiada, temporariamente. A categoria, segundo ele, permanece em estado de greve.

Ele revela que o prefeito João Cury esteve em São Paulo na manhã desta terça-feira e se reuniu com o presidente da Federação dos Servidores, Lineu Neves Mazano, para ver o que poderia ser feito e ficou acertado que a prefeitura estudaria a possibilidade de atender a reivindicação dos servidores terem aumento no vale compra.

“A greve não foi interrompida por falta de adesão e sim adiada para que seja estudada a possibilidade da prefeitura atender a reivindicação dos servidores. Assim como a greve foi aprovada em assembléia, ela só pode ser encerrada em assembléia. Enquanto um funcionário estiver em greve reivindicando reajuste, o sindicato estará com ele”, colocou Leme. “Se for preciso a gente se amarra no mastro da bandeira que tem em frente a prefeitura”, acrescenta.

Ele não descarta a possibilidade da categoria voltar ? greve. “Estamos esperando a palavra do prefeito assim como o resultado do julgamento da legalidade da greve que está sendo feito no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas.

“O que aconteceu, então, foi um adiamento do movimento e continuarmos a negociar buscando atender nossa reivindicação que é um aumento no vale compra que hoje é de R$ 300,00. Os 6% que foi dado pelo prefeito e aprovado pelos vereadores nós já aceitamos. O impasse continua no valor do vale compra”, disse o presidente.

A greve começou na manhã de segunda-feira e a direção do movimento contabilizou que 30% dos trabalhadores tinham aderido ao movimento, porém, em contrapartida, a prefeitura anunciou que apenas 5% estavam em greve e nenhum setor foi paralisado. Nessa terça-feira o movimento diminuiu e pessoas ligadas ao sindicato alegaram que a adesão foi muito abaixo do esperado e seria muito difícil manter o movimento.

“Houve sim, um esvaziamento da greve em razão da pressão que os servidores municipais sofreram dentro dos seus departamentos”, acusou Mané Leme, lembrando que não foi o sindicato que decidiu pela greve e sim atendeu a vontade dos trabalhadores que, em assembléia, optaram pela paralisação depois que as negociações foram esgotadas.

“O sindicato representa os trabalhadores e fica ao lado dos trabalhadores em qualquer circunstância. Se os servidores optam pela greve estaremos do lado deles. Se voltam ao trabalho agiremos da mesma forma. A vontade dos servidores é soberana. A situação atual (manhã desta quarta-feira) é que a greve foi adiada e permanecemos em estado de greve”, concluiu o sindicalista.

Foto: Fernando Ribeiro