Saúde cria sala de situação de combate ao mosquito Aedes Aegypti

A Secretaria de Saúde de Botucatu promoveu na tarde desta quarta-feira (24) a primeira reunião para formação da Sala de Situação, Coordenação e Controle ao Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Trata-se de uma articulação de grupos da sociedade civil como poder público, iniciativa privada, forças de segurança, organizações não governamentais e associações, entre outros, que busca gerenciar e monitorar ações estratégicas e permanentes de combate ao mosquito.

Neste primeiro encontro, além de servidores da própria Secretaria Municipal de Saúde, participaram representantes das secretarias de Educação, Meio Ambiente, Assistência Social, Desenvolvimento, subprefeituras [Rubião Júnior, Vitoriana e César Neto], Fundo Social, Fundação UNI, Grupos de Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária do Estado, SAMU 192, Sabesp, União ACE/CDL, Instituto de Biociência (IB) da Unesp, Sucen [Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo], Policia Civil, entre outros.

Na oportunidade os presentes puderam acompanhar explanações detalhadas de Valdinei Campanucci, supervisor de serviços de Saúde Ambiental e Animal; e Rodrigo Iais, diretor do Departamento em Planejamento em Serviços de Saúde, sobre a proliferação do mosquito e avanço das arboviroses pelo mundo.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Dr. Claudio Lucas Miranda, o objetivo da Sala de Situação é promover encontros permanentes e mobilizar o maior número possível de atores e setores dentro da sociedade para ampliar os trabalhos de combate à dengue, zika e chikungunya.

“Essa é uma responsabilidade de todos e que não pode ficar exclusivamente nas mãos do poder público já que nossos agentes não conseguem estar em cada canto da cidade, a todo momento. Cada um de nós pode atuar como um vigilante e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada”, afirma.

“Vale sempre lembrar que, diferente do que muita gente pensa, mais de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão presentes nas residências, como em vasos de plantas, piscinas e potes para hidratação dos animais domésticos. Reservando pelo menos dez minutos na semana para checar esses possíveis focos é o suficiente para eliminar um vetor e três doenças: dengue, zika e chikungunya”, completa Miranda.

Ao fim da reunião ainda foi proposto que cada um dos participantes, em seus respectivos setores, possa esboçar planos de enfrentamento ao mosquito e que integrem as ações já executadas pela Secretaria Municipal da Saúde. A próxima reunião da Sala de Situação está previamente marcada para o próximo dia 9 de março, na própria Secretaria Municipal da Saúde, localizada na Rua Major Matheus, 7 – Vila dos Lavradores.

Importante enaltecer que apenas no ano passado, a VAS promoveu mais de 100 mil visitas a imóveis da Cidade em diversas frentes de ações como controle de criadouros, nebulizações e levantamento de infestação do mosquito Aedes aegypti.

Em fevereiro de 2016, a Secretaria de Saúde ainda contratou mais 20 novos agentes de combates a endemias, aprovados através de concurso público, reforçando assim a equipe de 39 profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu.

Casos de dengue

De acordo com a Vigilância Ambiental em Saúde, somente em 2016, Botucatu já registrou 22 casos positivos de dengue: sete importados – região norte [3], sul [1], oeste [1] e centro [2]; e 15 autóctones – região norte [3], sul [4], leste [1], centro [7]. No início do ano também foi confirmado o primeiro caso de zika vírus no Município, importado do Mato Grosso. No entanto vale ressaltar ainda que Botucatu nunca registrou uma morte sequer relacionada a estas arboviroses.

Sintomas

Ao apresentar qualquer sintoma característico da dengue como febre alta, dor de cabeça, no fundo dos olhos ou nas articulações, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. Em caso de suspeita de dengue a Secretaria Municipal da Saúde, através da VAS, iniciará todas as atividades necessárias para evitar a transmissão da doença no Município.

Você sabia?

Para se ter ideia, um ovo de um mosquito da dengue consegue ficar mais de um ano grudado em um recipiente. Se essa superfície não for lavada adequadamente, com água e sabão, uma simples chuva pode fazer o ovo eclodir e surgir novos insetos em menos de dez dias. O Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Dicas de combate ao mosquito e focos de larvas

• Manter a caixa d’água sempre fechada e vedada adequadamente

• Limpar periodicamente as calhas da casa

• Não deixar acumular água sobre lajes, imperfeições do piso e recipientes

• Lavar, com escova e sabão, a parte interna e borda de recipientes que possam acumular água (ex: bebedouros de animais)

• Não expor recipientes à chuva, deixando eles sempre em lugares cobertos e de cabeça para baixo

• Jogar desinfetante, detergente ou sabão em pó em ralos pouco utilizados

• Não deixar acumular água nos pratos dos vasos de plantas

Mais informações

Vigilância Ambiental em Saúde

Telefones (14) 3813-5055 / 150

Horário de atendimento: segunda a sexta-feira – das 7 horas às 16h30

(Ass. de Imprensa da Prefeitura)