Recuperação de erosão exigirá 300 caminhões de terra

As fortes chuvas da semana passada provocaram a abertura de uma grande erosão na Rua Salim Khalil, próximo a nascente do Ribeirão Tanquinho. A infiltração provocada pela água atingiu o talude em uma área de cerca de 200 metros quadrados que já havia sido aterrada anteriormente. Entre sexta-feira e sábado houve desmoronamento e parte da calçada cedeu. A Defesa Civil esteve no local e em razão do risco sinalizou e isolou a área.

Tão logo o problema foi constatado, a Secretaria Municipal de Obras acionou a Cetesb em busca de licença para iniciar os reparos. A autorização foi concedida na última terça-feira e no mesmo dia as máquinas já foram deslocadas para o local. De acordo com o secretário municipal de Obras, Nivaldo Vizotto, o primeiro trabalho a ser feito é encostar terra no talude com a finalidade de diminuir o desnível e dar mais estabilidade ao terreno.

Nesta quinta-feira (24) os serviços avançaram bastante, permitindo inclusive a instalação de cerca de seis metros de tubulação ármica onde houve rompimento de galerias. Funcionários da CPFL estiveram no local para retirada de um poste que ameaçava desabar. A Sabesp também trabalha para realizar reparos em sua rede que foi afetada.

“Entre a base e o nível da calçada são cerca de 15 metros de altura. A destruição foi grande. Para recompor a área vamos utilizar, no mínimo, trezentos caminhões de terra. Acredito que o trabalho aqui se estenderá até o mês de dezembro, porque não vamos nos limitar em fazer os reparos. Providenciaremos a reurbanização da área, inclusive com plantio de mudas e de grama”, informa Vizotto.

Ainda será necessário reconstruir os ramais superiores de galerias e as novas caixas receberão grelhas para melhorar a captação de água das chuvas, evitar transbordamento e oferecer mais segurança. Ao final do trabalho de aterramento também será construído um novo dissipador. A orientação da Defesa Civil é que pedestres e motoristas evitem circular pela Rua Salim Khalil enquanto durarem as obras.

Foi neste local quando que um homem chamado Genivaldo Santana da Cunha, de 38 anos de idade, conhecido como Geninho, literalmente, foi “engolido” por um desmoronamento de terra desta erosão, causado pelas águas das chuvas na terça-feira da semana passada e caiu a uma altura de 10 metros. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada e prestou os primeiros socorros ? vítima, fazendo seu deslocamento ao Pronto Socorro (PS) na Unesp, onde foi medicada e, posteriormente, liberada.

Fotos: Valéria Cuter