Prefeitura de Botucatu adia entrega das obras de restauração da Estação Ferroviária

Prevista para acontecer no próximo dia 30 de Abril, a cerimônia de entrega da segunda etapa das obras de restauração da estação ferroviária de Botucatu foi temporariamente adiada. A programação inicial da Prefeitura era apresentar à população o trabalho de recuperação do saguão central, antiga sala de espera para senhoras e do bar, além de três salas, uma pequena copa e conjunto de banheiros no pavimento superior.

Mas em contato com os representantes do Estúdio Sarasá, empresa responsável pelo restauro, o prefeito João Cury Neto recebeu garantias de que as obras nas demais dependências, que incluem a antiga agência, serão concluídas no prazo de 60 dias. Diante dessa informação, optou-se por aguardar a conclusão dos trabalhos para que todo o conjunto possa ser inaugurado, já em condições de uso.

“Nossa intenção era fazer um grande evento em comemoração ao Dia do Ferroviário. Mas haveria uma certa frustração da população em ver apenas parte do conjunto que compõe a estação recuperado. Em contato com a empresa, eles nos garantiram que em sessenta dias terminarão os serviços nas demais dependências. Também existem outras novidades em fase final de negociação que queremos apresentar junto com a entrega da estação. Se Deus quiser vai dar certo. Diante disso optamos pelo adiamento da cerimônia”, explica  o prefeito João Cury Neto.

A Prefeitura de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Turismo, também finaliza o trabalho de cercamento e cobertura da locomotiva conhecida como “Vintinha”, que foi restaurada e transferida para o Largo Jose Paolini, defronte a estação. O local será preparado para que pessoas possam tirar fotos e conheçam um pouco da história da “Maria Fumaça”.

Um plano de ocupação do complexo ferroviário tem sido discutido pelas secretarias de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo e Comunicação. Nas próximas semanas, a Prefeitura pretende definir os termos do edital do processo licitatório para concessão do antigo bar da estação. A ideia é que no local seja instalado um café ou restaurante.

Restauro – A primeira etapa de restauração da estação ferroviária foi iniciada em 2012 e durou sete meses, contemplando a recuperação completa do telhado [madeiramento, telhas e calhas], da fachada principal, limpeza do saguão, preservação dos vitrais e instalação de alambrado ao longo da plataforma de embarque e desembarque de passageiros. Algumas peças em madeira foram higienizadas e submetidas ao tratamento contra cupins.

Com patrocínio da Duratex e incentivo fiscal do ProAC/ICMS (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, a segunda etapa incluiu a recuperação total do saguão principal do edifício, incluindo o seu fechamento com vidraçaria. Cúpula, parte do mezanino, escadarias, paredes, bar e piso do saguão principal estão sendo recuperados em seu aspecto original. Os banheiros serão adaptados às modernas exigências de acessibilidade, higiene e limpeza.

Por se tratar de um edifício tombado, todas as intervenções são realizadas após aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de são Paulo (Condephaat). A execução das obras fica por conta do Estúdio Sarasá, empresa especializada em restaurações. O projeto é assinado pelo arquiteto Guilherme Michelin.

História – A estação ferroviária de Botucatu foi aberta em 1889 como ponta de linha. O prédio atual, que passa por processo de restauração, é o terceiro construído. Sua inauguração aconteceu em 6 de Julho de 1934. O imóvel é um dos mais representativos marcos culturais e históricos de Botucatu. A estação ficou abandonada depois da supressão dos trens de passageiros, em 16 janeiro de 1999, após a privatização da antiga Ferrovias Paulistas S/A (Fepasa). Durante o período que ficou fechado, o prédio passou a ser depredado e serviu até mesmo de moradia de sem-tetos e ponto de uso de drogas.

Por décadas, o imenso complexo ferroviário que ocupa uma área de aproximadamente 8 alqueires, que pertencia à Rede Ferroviária Federal, ficou abandonado. Mas em 2010, após negociações junto ao Governo Federal, a Prefeitura de Botucatu conquistou a cessão de uso por 20 anos dos imóveis localizados entre as regiões Central e Norte da Cidade.

(Ass. de Imprensa da Prefeitura)