Praças da Cidade são castigadas por falta de cidadania

As principais praças da Cidade de Botucatu continuam sendo alvo de pessoas inconscientes que fazem delas depósitos de lixo, principalmente, aos finais de semana, onde são deixados recipientes como plásticos, garrafas de bebidas vazias e restos de comida que geram outro grave problema: proliferação de pombos.

Várias vezes a reportagem do Acontece apontou esse descaso de parte da população e até um projeto vem sendo desenvolvido desde o ano passado que visa a terceirização das praças da Cidade. Esses logradouros públicos seriam “adotados” por empresas que ficariam responsáveis pela manutenção e exporiam suas marcas. “Temos cerca de 200 praças na Cidade e seria esta uma maneira do setor privado ser parceiro na revitalização, urbanização e paisagismo nas principais praças públicas da Cidade onde o fluxo de pessoas é acentuado”, explanou o secretário de Meio Ambiente. Perseu Mariani, ao explicar o processo.

Entre as praças mais centralizadas que são verdadeiros cartões postais de Botucatu e, em razão disso, recebem o maior fluxo de pessoas e são as que mais sofrem com o descaso, estão as da igreja Sagrado Coração de Jesus, na Vila dos Lavradores: Isabel Arruda, em frente a Misericórdia Botucatuense; Brasil Japão, na Vila Sônia; Rubião Júnior, no Largo da Catedral (em reforma); São José, na Avenida Dom Lúcio; Comendador Emílio Peduti – Bosque; Coronel Moura – Paratodos; Rui Barbosa (em reforma), ao lado do antigo prédio do Fórum, entre outras.

Mariani enfoca que, além de proporcionar lazer e entretenimento ? comunidade sua intenção é, também, valorizar os fatores históricos destes patrimônios públicos. “Nos últimos anos algumas praças passaram por reformas muitas delas, recebendo, inclusive, academias ao ar livre para a terceira idade e playground. A praça do Bosque, por exemplo, que é uma das mais frequentadas de Botucatu teve até sua fonte luminosa restaurada”, coloca Mariani.

Uma das grandes preocupações da secretaria é buscar ações que visem conscientizar os cidadãos a não degradar o ambiente, conservar e preservar os equipamentos que foram instalados e fomentar a mobilização dos agentes comunitários a disciplinar a participação popular nestes espaços.

“O objetivo é garantir o envolvimento da comunidade, das organizações sociais através de seus agentes comunitários a propor ações de conscientização e preservação ambiental fazendo uso da coleta seletiva nestes espaços e promoção das entidades e instituições parceiras, grupos artísticos, culturais, esportivos e comunitários bem como as lideranças para fortalecer o pleno funcionamento das atividades nas praças”, apontou.

Outro ponto destacado por Mariani é com relação a segurança das pessoas que frequentam as praças e um trabalho técnico, juntamente com a Defesa Civil do Município, que tem na coordenação Paulo Renato da Silva, para identificar e remover árvores sem vida que possam acarretar riscos de acidente ? s pessoas que freqüentam esses espaços públicos. “Para cada árvore removida, outra será plantada no local”, observou Paulo Renato.