Passagem do ônibus só vai aumentar no ano que vem

As negociações para o aumento da passagem de ônibus previstas para acontecer em novembro deste ano, ficou para a primeira quinzena de janeiro de 2014. A tarifa hoje é de R$ 2,65 e a perspectiva é que ela fique em torno de R$ 2,80, ou seja, um aumento R$ 0,15. O reajuste será definido entre os diretores das empresas concessionárias (Stadtbus e São Dimas), membros do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) e Prefeitura Municipal de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana (Semutran).

O secretário Vicente Ferraudo, argumenta que o objetivo é buscar um entendimento entre as partes envolvidas. Ele reconhece que as empresas têm o direito de pleitear uma tarifa que atenda seus interesses e, da mesma forma, o Conselho Municipal pondera, avalia o pedido e faz a contra-oferta para atender os usuários.

“É uma negociação onde se busca o consenso, o equilíbrio. No fim cada parte cede um pouco até que o acordo seja selado e encaminhado ao prefeito João Cury que dá a última palavra. Não queremos que as empresas sejam prejudicadas, mas buscaremos um acordo que contemple os interesses dos usuários, que em sua maioria é a parcela menos favorecida da população”, colocou Ferraudo.

O secretário lembra que para se chegar a um denominador comum são observados na mesa de negociação vários fatores, minuciosamente, avaliados. Destaca que afirmar que não haverá aumento na tarifa é utópico, pois a inflação não se manteve estabilizada; houve aumento no preço do combustível em quase 20%; nas peças de manutenção e reposição; renovação da frota; aumento da quilometragem percorrida; gratuidade e reajuste nos salários dos trabalhadores das empresas, entre outros fatores.

Então, prossegue Ferraudo, é necessário que se encontre uma alternativa de reajuste para que as empresas tenham condições de continuar prestando um bom serviço ? população sem prejudicar os usuários. “Estamos otimistas sobre a consolidação de um acordo já nas primeiras semanas de 2014, prevalecendo o consenso entre as partes”, previu. “As empresas pleiteiam o que acham justo, mas nós temos que avaliar todas as questões envolvendo o reajuste para chegarmos a um equilíbrio que seja interessante tanto para as empresas como para os usuários”, colocou Ferraudo.