Operação migrante resgata as pessoas do frio

Durante a noite de terça-feira (23) e madrugada de quarta-feira (24) a o Centro de Atendimento ao Migrante Itinerante Mendicância (Camim) coordenada pela equipe da assistente social, Neide Aparecida Zonta e apoio de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), sob a coordenação do inspetor Paes, realizou uma operação por diferentes bairros da Cidade para resgatar pessoas em situação de vulnerabilidade, expostas a madrugada mais fria do ano.

Durante a operação foi localizado sete pessoas moradoras de rua que foram conduzidas ao Albergue Municipal onde permaneceram aos cuidados da assistência social da unidade, juntando-se aos outros 17 que já haviam procurado a unidade para passar a noite.

O caso mais greve foi registrado pelos agentes Trombaco e André na Rua Cassemiro Gomes Filho, Parque Marajoara, onde havia um senhor desacordado em via pública em estado avançado de hipotermia e não respondia a estímulos. Ele foi transportado ao Pronto Socorro (PS) Municipal, permanecendo em observação médica.

Neide Zonta destaca que nessa época de inverno se faz necessário esse tipo de ação e nos últimos anos em Botucatu não foi registrado nenhum óbito devido a baixas temperaturas. Adianta que esse trabalho em parceria com a GCM continuará sendo feito nos próximos dias.

“Atendemos não só migrantes ou desvalidos como também pessoas que se encontram vagando pelas ruas embriagadas e são encaminhadas ao Camim ou para suas próprias casas”, ressalta Neide Zonta. “O importante é que esta camada da população não pereça nas praças, ruas e em outros lugares desta Cidade por conta do frio intenso”, acrescenta.

{n}Nas praças{/n}

As praças acabam sendo o ponto de encontro dessas pessoas que são chamadas de “andantes”, principalmente a Emílio Pedutti (Bosque), Coronel Moura (Paratodos) e as das igrejas Coração de Jesus, na Vila dos Lavradores, Menino Deus, no Bairro Alto e Santa Terezinha no Lavapés. Neide Zonta enfoca que o andarilho consegue dinheiro pedindo esmola na rua. Tudo que consegue é para suprir sua dependência de substâncias psicoativas (álcool e, principalmente, o crack) e fica perambulando de praça em praça, exposta as intempéries do tempo.

“A maioria dessas pessoas que permanecem em praças da Cidade têm família em Botucatu. Por isso, nosso trabalho consiste em buscar fortalecer os vínculos familiares, mas na grande maioria das vezes acabam retornando e são levados ao Camim, mas não podemos manter ninguém na entidade contra a vontade. Eles se alimentam e, em alguns casos, pernoitam”, conta. “Só mesmo aqueles que chegam de fora, ficam alguns dias antes de retornarem ? s suas cidades de origem”, complementa.