Nova tarifa do ônibus ficará em torno de R$ 2,80

De R$ 2,65 para R$ 2,80 um aumento de R$ 0,15. Deverá ser esse o patamar do reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano para Botucatu. Tarifa será definida entre os diretores das empresas concessionárias (Stadtbus e São Dimas), membros do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) e Prefeitura Municipal de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana (Semutran).

Secretário Vicente Ferraudo responsável pela administração da pasta da Semutran argumenta que assim como aconteceu nas negociações anteriores sempre feitas nos meses de novembro, o objetivo é buscar um entendimento entre as partes envolvidas para que o caso seja resolvido o mais rapidamente possível.

“Estamos em fase de negociação e as empresas têm o direito de pleitear uma tarifa que atenda seus interesses. Da mesma forma o Conselho Municipal pondera, avalia o pedido e faz a contra-oferta. É uma negociação onde se busca o consenso, o equilíbrio. No fim cada parte cede um pouco até que o acordo seja selado. Não queremos que as empresas sejam prejudicadas, mas buscaremos um acordo que contemple os interesses dos usuários, que em sua maioria é a parcela menos favorecida da população”, colocou Ferraudo.

O secretário lembra que para se chegar a um denominador comum são observados na mesa de negociação vários fatores, minuciosamente, avaliados. Destaca que afirmar que não haverá aumento na tarifa é utópico, pois a inflação não se manteve estabilizada; houve aumento no preço do combustível e nas peças de manutenção e reposição; renovação da frota; aumento da quilometragem percorrida; gratuidade e reajuste nos salários dos trabalhadores das empresas”, entre outros fatores.

Então, prossegue Ferraudo, é necessário que se encontre uma alternativa de reajuste para que as empresas tenham condições de continuar prestando um bom serviço ? população sem prejudicar os usuários. “Estamos otimistas sobre a consolidação de um acordo, prevalecendo o consenso entre as partes”, previu. “As empresas pleiteiam o que acham justo, mas nós temos que avaliar todas as questões envolvendo o reajuste para chegarmos a um equilíbrio que seja interessante tanto para as empresas como para os usuários”, colocou Ferraudo.

Foto: Luiz Fernando