Nova tarifa de ônibus não é bem recebida por usuários

Como não poderia deixar de ser o anúncio oficial do reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano em Botucatu de R$ 2,80 para R$ 3,00, ou seja, 7%, não foi bem recebido pelos usuários. O aumento vale para as duas empresas que exploram o transporte coletivo: Stadtbus Transportes e Viação São Dimas.

O descontentamento foi latente nas redes sociais e nas enquetes feitas em programas de rádios. Mais de 90% das pessoas que emitiram opiniões foram contrárias ao aumento. A nova tarifa entra em vigor nesta segunda-feira (5), após ter sido publicada no Semanário Oficial do Município de sexta-feira (2). Os percentuais possuem um peso classificado da seguinte maneira: mão de obra (49,55%); peças e equipamentos (27,05%); e combustível (23,4%).

De acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, engenheiro Vicente Ferraudo, o reajuste foi definido após estudos técnicos e uma série de discussões entre o Conselho Municipal do Transporte Coletivo (CMTC), que é composto por munícipes (usuários, idosos, estudantes e pessoas com deficiência); representantes das empresas de ônibus; e da Prefeitura. O último reajuste da tarifa de transporte coletivo em Botucatu aconteceu em

janeiro de 2014 entrando em vigor em 2 de fevereiro de 2014. Na ocasião o valor da passagem passou de R$ 2,65 para R$ 2,80.

Estudantes, guardas-mirins e idosos entre 60 e 65 anos pagarão R$ 1,50 do valor da passagem. Já pessoas com 65 anos ou mais de idade e pessoas com deficiência física, devidamente cadastradas, continuam isentas da tarifa. Isso significa, segundo Ferraudo, que ¼ dos usuários não pagam tarifa e durante o período de 30 dias será mantida a tarifa de R$ 2,80 aos usuários que possuírem créditos em seus cartões.

Ferraudo revelou que buscou-se o equilíbrio para chegar a um acordo, sendo colocado na mesa de negociação vários fatores, minuciosamente, avaliados, como várias novas linhas de ônibus criadas para atender a população e renovação da frota. Disse que as empresas não poderiam ficar sem aumento, mas por outro lado, os usuários não podiam ser penalizados com uma tarifa alta. Então o número de consenso foi R$ 3,00.

“Negociamos uma alternativa de reajuste para que as empresas tivessem condições de continuar prestando um bom serviço à população sem prejudicar os usuários. Por força de Lei Municipal, as empresas teriam direito a um reajuste da tarifa a partir do dia 11 de novembro de 2014. Durante a negociação as empresas buscaram um valor que achavam interessante para ter mais lucro e nós fizemos a contraposta para se chegar a um consenso”, apontou Ferraudo.