Minas atrasam contenção da erosão do Comerciários

Fotos: Valéria Cuter

As obras de contenção da gigantesca erosão que se formou numa área de pasto em frente a Rua Pedro Roza da Silva, no Parque dos Comerciários, foram iniciadas em setembro e não tem prazo para conclusão. Isso porque a empresa MM Terraplenagem, Construção Civil, Plantio e Comércio de Mudas, que foi contratada pela Prefeitura Municipal através da Secretaria de Obras, encontrou várias minas de água ao iniciar o trabalho com as máquinas. Isso impede que seja jogada terra no buraco. Também a chuva atrapalhou o trabalho, já que o local tem um brejo e a água fica empoçada.

“Se jogássemos terra do jeito que estava a água levaria tudo embora, a erosão iria voltar e todo trabalho seria perdido. Quando começamos o trabalho no local com o maquinário, não podíamos imaginar que havia tantas minas de água. Mas assumimos o trabalho e vamos concluir, embora fora do prazo previsto”, destacou empreiteiro responsável pela empresa MM, Batista Júnior Masquetto.

Empreiteiro calculava que seriam necessários três meses de trabalho e a utilização de 22 a 26 mil metros cúbicos de terra para cobrir toda área afetada pela erosão. “Não basta, simplesmente colocar a terra no buraco. É necessário realizar todo o trabalho no entorno do barranco com as máquinas preparando o terreno para compactuar a terra com pedras e colocar o tubo de escoamento de águas pluviais. Paralelo a isso também foi feito um trabalho para que a erosão não aumente, mesmo que venha a chover”, explicou.

Para fazer um comparativo ele revela que para fazer a contenção de água estava previsto o uso de 90 metros cúbicos de gabião, um tipo de estrutura armada, flexível, drenante e de grande durabilidade e resistência. Os gabiões são utilizados na construção de muros de barragem, contenção e canalizações. São produzidos com malha de fios de aço doce, recozido e galvanizado, em dupla torção, amarradas nas extremidades e vértices por fios de diâmetro maior. São preenchidos com seixos ou pedras britadas.

“Porém, já usamos 470 metros cúbicos de gabião, cinco vezes mais do que prevíamos, mas agora estamos na reta final e poderemos iniciar o aterramento nos próximos dias, que é a parte mais fácil, embora demorada. Apesar desses contratempos a erosão será contida e não vai mais se aproximar das residências”, observou Masquetto. “Agora, por tudo que aconteceu não podemos dar um prazo para sua conclusão, mas podemos garantir que (a obra) será feita”, completa o empreiteiro.