Manifestação sindical deixa usuários sem ônibus

A falta de ônibus na manhã desta sexta-feira (6) gerou um caos muito grande e muitas pessoas não puderam chegar ao trabalho no horário e deixaram de resolver seus assuntos particulares. Isso porque o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Manuel, realizou uma manifestação junto aos trabalhadores e os ônibus não saíram das respectivas garagens. Somente após ? s 8 horas os ônibus passaram a circular. O sindicato agrega 25 municípios da região, entre eles o de Botucatu que não tem representantes na diretoria e nunca havia feito uma manifestação semelhante no Município.

Desde as 5 horas da manhã os sindicalistas estiveram nas garagens das empresas que exploram o transporte coletivo na Cidade, Standbus e Sant´Anna e fizeram a manifestação atrasando a circulação dos coletivos e muitas pessoas se utilizaram dos serviços dos moto-taxistas ou pegaram carona para se deslocarem ao trabalho. Também houve quem teve que andar muito para chegar até o local de trabalho.

O presidente do sindicato Geraldo Naves, ressaltou que a manifestação foi feita para que o reajuste salarial dos motoristas e cobradores seja discutido. Segundo ele, as empresas estão oferecendo 4,88%, percentual que foi rechaçado. “Com esse aumento proposto não sentaremos-nos ? mesa nem pra conversar”, disse o sindicalista. “Não negociaremos um reajuste que seja menor do que 8%”, emenda.

Em defesa própria as empresas revelam que estão operando no vermelho, ou seja, tendo prejuízo. Só poderiam dar o reajuste se for aumentado o preço da tarifa que hoje está em R$ 2,35 e apontam para um acordo com a Prefeitura Municipal. Enfocam, ainda, que estão trabalhando com um percentual de usuários menor do que o que está previsto no contrato, ao mesmo tempo em que houve aumento na quilometragem percorrida em algumas linhas.

O sindicalista, depois de promover a manifestação de três horas, não descarta a possibilidade de uma futura paralisação geral. “Deflagrar uma greve não é nossa intenção, pois entendemos que muita gente necessita do ônibus para se deslocar ao trabalho ou para resolver assuntos pessoais. Porém, não nos restará alternativa, se o acordo não for feito”, prevê Naves.

O secretário municipal de Trânsito, engenheiro Vicente Silvio Ferraudo, está torcendo para que as duas partes cheguem a um acordo para que os usuários não sejam prejudicados, mas adiantou que a Prefeitura não irá interferir na negociação. “Somente em novembro é que a Prefeitura irá negociar com as empresas concessionárias o reajuste no valor da tarifa, mas esperamos que o acordo entre o sindicato e as empresas seja selado, para que não seja deflagrada uma greve na categoria”, frisou Ferraudo.