Festa de Sant’Anna mescla atrações culturais e religiosas

Fotos: Divulgação

 

“Foi um sucesso. A festa possui uma característica particular, pois além de ser ligada à religiosidade tem um caráter social, que é a convivência familiar na praça pública”.  Foi dessa maneira que o padre Emerson Anizi avaliou a Festa de Sant’Ana, padroeira de Botucatu, que mesclou atividades culturais e religiosas e foi realizada entre os dias 24 a 27, no Largo da Catedral. Oficialmente, o Dia de Sant’Anna é celebrado dia 26 de julho, feriado municipal.

De acordo com o sacerdote, Sant’Anna, no seu papel de padroeira, é uma intercessora da Cidade. A santa, na história bíblica, é conhecida como mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. “Assim, encontramos em Sant’Anna o modelo de maternidade que devemos vivenciar no nosso dia a dia, no cuidado materno que temos uns com os outros”, realça.

As festividades contaram com missas e celebrações especiais na Catedral, inclusive com bênção aérea feita pelo padre Emerson Anizi, além de brinquedos infláveis, tendas típicas voltadas à alimentação e diversos shows. A Prefeitura ofereceu suporte com a montagem de infraestrutura e a disponibilização da base móvel e corpo efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Este ano a festa teve um significado especial e toda renda será revertida para a implantação em Botucatu de uma unidade do projeto Fazenda Esperança, comunidade terapêutica com mais de 30 anos de experiência na recuperação de jovens dependentes químicos. Por este motivo também o slogan da festa deste ano foi:  “Uma corrida contra as drogas”.

Destaca Anizi que só quem tem um problema desses na família sabe o quanto ele é complexo e de difícil solução e não afeta somente o dependente, mas também as pessoas que o cercam. “A Fazenda da Esperança é uma comunidade terapêutica de recuperação de toxicodependentes que acolhe pessoas com idade entre 15 e 45 anos e lhes propiciam moradia, alimentação e outras necessidades básicas para que continuem firmes em sua caminhada rumo ao retorno à vida”, explica o padre.

Entretanto, prossegue o padre, por não ser uma cadeia, o dependente químico não fica fechado entre grades, muros ou portões e tudo é aberto e dá acesso a rua. “Por isso, o dependente precisa desejar e manifestar a vontade de ter uma vida livre das drogas e do álcool, pedindo uma segunda chance via carta escrita de próprio punho para ser acolhido, explicando os motivos que o levaram a solicitar ajuda”, diz. “Cada jovem é responsável por sua própria recuperação”, emenda.

Outro detalhe da Fazenda Esperança é que a família participa de todo o processo. Pais e irmãos são acompanhados e frequentam reuniões separadas do interno antes do primeiro encontro com o mesmo no terceiro mês da recuperação. A Fazenda Esperança que tem reconhecimento pontifício está espalhada por 24 dos 27 Estados do Brasil e por outros países do mundo, como Rússia, Filipinas, Moçambique, Alemanha, México, Guatemala, Paraguai, Uruguai, Portugal e Argentina.