Faculdade de Agronomia de Botucatu recebe visitantes chineses

Na primeira quinzena de novembro, o Programa de Pós-graduação em Horticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PROP) e da Pró-Reitoria de Pós-graduação da Unesp (PROPG), organizou a visita de três pesquisadores chineses especialistas em horticultura.

O professor Tian Xingjun, da Nanjing University, na China, ministrou para PG em Horticultura a disciplina condensada chamada “Recursos vegetais da China”. Pela segunda vez no Brasil, o professor se mostrou muito interessado pelos recursos vegetais brasileiros. “Há uma grande variedade de frutas e hortaliças, seria interessante se conseguíssemos introduzir plantas chinesas aqui e levar plantas brasileiras para lá. Assim, poderíamos estudar a adaptação dessas plantas ? s diferentes condições ambientais”.

Para o professor Tian, essa colaboração entre a Universidade de Nanjing e a FCA pode gerar benefícios educacionais e acadêmicos, culminando na publicação de artigos científicos, no estabelecimento de parcerias e no intercâmbio de estudantes e docentes. Segundo o visitante, até aspectos comerciais e econômicos para o setor produtivo poderiam ser alavancados pela colaboração institucional. “O guaraná, que é uma planta de origem brasileira, é muito apreciado em meu país, a partir dessas colaborações poderíamos introduzir não só o guaraná, mas diversas outras plantas brasileiras no mercado chinês”.

Já a disciplina condensada “Avanços da Horticultura na China”, foi ministrada ao PG em Horticultura pela professora Danfeng Wuang, da Shangai Jiao Tong University, e por sua aluna de doutorado Limin Wang. Especialista em cultivo protegido e enxertia de hortaliças, a professora Danfeng viu na visita uma forma de promover a troca de tecnologias entre os dois países. “Pesquisei um pouco sobre o Brasil antes de vir para cá, mesmo assim fiquei impressionada com a boa qualidade dos produtos agrícolas e com a quantidade de áreas apropriadas ao cultivo”.

Além das especificidades na agricultura, a professora apontou diferenças entre os estudantes chineses e brasileiros. “Meus alunos em Xangai são muito focados nas tecnologias de cultivo da horticultura. Aqui no Brasil, os estudantes tem uma visão mais ampla e se interessam por outras áreas como a botânica, a biologia molecular e pós-colheita”.

{n}Intercâmbio{/n}

Quando perguntado sobre o intercâmbio entre estudantes chineses e brasileiros, o professor Tian disse que na China eles recebem poucas informações sobre as universidades brasileiras. “Acredito que os estudantes brasileiros também não tenham acesso a muitas informações das universidades chinesas. O crescimento econômico brasileiro, atrelado a um maior número de informações a respeito dessas oportunidades pode fazer aumentar o interesse de nossos alunos em vir estudar no Brasil”.

A doutoranda Limin Wang afirmou que a vinda ao Brasil foi importante para a sua carreira profissional. “Além de conhecer outras formas de cultivo, foi interessante observar a forma como os brasileiros estudam e como é feita a comunicação em sala. É uma grande chance para quem, como eu, pretende seguir carreira lecionando numa universidade.”, afirma Limin.

Para o professor Lin Chau Ming, do Departamento de Horticultura da FCA, a China é um ótimo destino para estudantes de ciências agrárias. “A China é hoje a segunda maior economia do mundo e isso atrai bastante interesse. Na área agrícola, especificamente, a China tem grande diversidade, no que diz respeito ? plantas medicinais, ornamentais e, principalmente, horticultura”, analisa. O professor disse ainda que, para atender a essa demanda, a parceria entre FCA e Shangai Jiao Tong University está sendo fortalecida. “Estamos trabalhando dentro de um convênio já assinado pelo nosso reitor. Com isso, vai haver, oficialmente, intercâmbio entre as duas instituições, na área de horticultura”.

Fonte:
Assessoria de imprensa
Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp – câmpus de Botucatu/SPA
Aline Grego/Sérgio Santa Rosa