Entidades se unem em campanha contra a homofobia

A Secretaria Municipal de Saúde, através do Programa Municipal DST/AIDS em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Droga (AD) – “Renascer”, o Centro de Atenção Integral a Saúde (CAIS) – “Professor Cantídio de Moura Campos” e o Grupo Interações – Diversidade em Foco de Botucatu, se mobilizaram em torno do Dia Internacional de Combate ? Homofobia.

Foram feitas entregas de preservativos e folhetos informativos nas entradas dos dois campi da Unesp de Botucatu (Rubião Júnior e Fazenda Lageado), e na Praça Emílio Peduti (Bosque), com objetivo de orientar e esclarecer a população sobre o tema.

De acordo com a coordenadora do programa municipal de DST/HIV/AIDS, Maíra Rodrigues Baldin Dal Pogetto, a homofobia e a discriminação contra homossexuais, só serão eliminadas se a sociedade enfrentá-las e trabalhar contra elas.

“É fundamental estabelecermos um ambiente favorável que permita levar mensagens de prevenção a estes grupos vulneráveis. Isto contribuirá inclusive, para que a legislação, as políticas e as instituições deixem de discriminar homens e mulheres homossexuais, transgêneros e transexuais”, explicou Maíra.

Como forma inicial de combater esse tipo discriminação, o prefeito João Cury Neto assinou em junho de 2010 o decreto nº 8.328 que dispõe sobre a inclusão e uso do nome social de pessoas travestis e transexuais nos registros municipais relativos a serviços públicos prestados no âmbito da Administração Direta e Indireta. Entende-se por nome social aquele, pelo qual, travestis e transexuais se reconhecem, bem como são identificados por sua comunidade e em seu meio social.

{n}Sobre a homofobia{/n}

A homofobia tem estado ligada a crimes lamentáveis. No Brasil, de acordo com registros do Grupo Gay da Bahia, foram documentados 1.960 assassinatos no período de 1980 a 200 (69% de gays, 29% de transexuais e 2% de lésbicas), o que corresponde a uma média de um homicídio a cada dois dias.

A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), por exemplo, no local de trabalho, na escola, e outros espaços públicos.

Pensando nisso, em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) eliminou a homossexualidade de sua lista de transtornos mentais. Por esta razão, além de relembrar que a homossexualidade não é doença, a data tem uma característica de protesto e de denúncia.