Empresa é acusada de não pagar seus funcionários

Fotos: Valéria Cuter

Na manhã desta quarta-feira (15) o diretor do Sindicato da Construção Civil de Botucatu, José Luiz Fernandes esteve no canteiro de obras da creche que está sendo construída na Rua 06, nº 15, no Residencial Santa Maria I, em razão dos trabalhadores reclamarem de atraso de dois meses no pagamento e reivindicarem melhores condições de trabalho.

As obras estão sendo realizadas pela Construtora Darga, de São Paulo, que venceu o processo licitatório. Estão no local dez trabalhadores contratados pela empresa sendo cinco de Botucatu e o restante de Sorocaba (2), Garça (2) e Salto de Pirapora. Além do atraso no pagamento os trabalhadores reclamam que o alojamento está dentro de área da creche em um barraco com chapa de fibras. A mesma situação está na cozinha improvisada onde eles próprios preparam as refeições.

“A situação nesta construção está totalmente irregular e os trabalhadores estão vivendo em situação subumana. Para quem é de fora é pior ainda, pois não há como enviar dinheiro para seus familiares. Até que a situação seja regularizada os trabalhadores permanecerão parados”, garantiu Fernandes.

O sindicalista fez outras graves acusações contra esta mesma empresa. “Nós também tivemos que paralisar os trabalhos em outra creche no Jardim Santa Elisa, no Parque Tecnológico e no Espaço Cultural”, enumera. “O problema é que a empresa participou dos processos licitatórios dando o preço mais baixo e agora não consegue cumprir com o que está no contrato”, disse Fernandes. “Ela está recebendo o dinheiro do governo, mas não está repassando aos funcionários”, frisa.

A secretária de Educação, Alessandra Lucchesi confirma a versão do sindicalista sobre repasse de verbas. “Nós estamos repassando a verba para a empresa de acordo com o que foi estabelecido no contrato. Se está havendo atraso no pagamento é um problema de capital giro da empresa. Nós só queremos que o contrato seja cumprido”, disse a secretária.

Para encontrar uma solução para o impasse a secretária esteve reunida com diretores da empresa em Botucatu, que prometeram solucionar o problema. “Ficou acertado que na semana que vem os atrasos serão quitados, assim como outros problemas que terão que ser resolvidos entre a empresa, os funcionários contratados e o sindicato”, frisou Lucchesi. “Vamos aguardar e acompanhar o caso”, finalizou.