Creche do Jardim Monte Mor terá nova licitação

Fotos: Luiz Fernando

A Cidade de Botucatu continua tendo problemas com algumas construtoras que ganharam o direito de construir ou reformar edificações públicas através de processos licitatórios e, simplesmente, abandonaram o trabalho no meio do caminho, deixando as obras inacabadas, gerando reclamação e inconformismo de moradores.

Entre as obras mais reclamadas está a creche do Jardim Monte Mor, na Rua João Barreiro Filho, que teve início em 2010 que não foi concluída e deverá passar por um novo processo de licitação. Isso porque a empresa do Grupo Singulare Pré-moldados em Concreto Ltda e, que seria responsável pela obra e não fez o planejamento adequado, abandonou os trabalhos com apenas 70% do prédio construído e teve o contrato rescindido e está impedida de participar de processos licitatórios da administração pelo prazo de dois anos.

A creche tinha prazo de entrega de 10 meses, mas as obras estão paradas há quase dois anos e além do mato e entulho que servem como criadouros de animais e insetos peçonhentos, é usada como parque de diversões para crianças durante o dia e refúgio para andarilhos, consumidores de substâncias entorpecentes e prática de sexo, no período noturno.

Também outras empresas contam com obras inacabadas em pontos diferentes da Cidade e de acordo com o secretário de Governo, Caco Colenci, a Prefeitura já notificou e se reuniu com as empresas e está fazendo a repactuação dos prazos para que as obras sejam retomadas e concluídas. As que passaram pelo processo licitatório e as que deverão passar por nova licitação. “Não podemos impedir que uma empresa participe do processo licitatório, desde que preencha os requisitos exigidos no contrato”, diz Colenci.

Ele enfatiza que o grande problema é que algumas empresas participam dos processos licitatórios dando o preço mais baixo visando um aditamento futuro (alteração, modificação ou correção de uma cláusula contratual). “Como nós não fazemos o aditivo elas não conseguem cumprir com o que está no contrato. E não existe falta de repasse do dinheiro”, coloca o secretário. “A Prefeitura está buscando a melhor solução para que as obras sejam retomadas e concluídas”, complementou.