Conselho define tarifa de ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,35

O aumento definido pelo Conselho  deixa Botucatu com uma das tarifas mais caras do Brasil e, como era de se esperar, percentual de 11% não agradou os usuários

 

Agora está confirmado pelo Conselho Municipal do Transporte Coletivo! Os usuários do transporte coletivo de Botucatu deverão pagar 11% a mais para usar os ônibus na cidade. Isso porque o aumento foi definido e a tarifa passa de R$ 3,30 para R$ 3,35.   Agora só falta a aprovação do prefeito João Cury Neto que poderá tentar diminuir esse percentual. A decisão do prefeito deverá acontecer nas próximas horas.  O aumento definido pelo Conselho nesta sexta-feira deixa Botucatu com uma das tarifas mais caras do Brasil. Como era de se esperar percentual do aumento não agradou os usuários.

Lei Municipal prevê que o prazo para que a nova tarifa entre em vigor em novembro, mas esse prazo poderá ser estendido, como já aconteceu em reajustes anteriores, para que cada usuário faça o seu planejamento. No ano passado a tarifa foi reajustada em novembro, mas só entrou em vigor em janeiro deste ano, quando passou de R$ 2,80 para R$ 3,00.

Esse reajuste foi discutido entre o Conselho Municipal do Transporte Coletivo (CMTC), composto por munícipes (usuários, idosos, estudantes e pessoas com deficiência), representantes das duas empresas concessionárias de ônibus que atuam na cidade:  Stadtbus Transportes e Viação São Dimas e da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semutran).

O ex-secretário de Mobilidade Urbana (Semutran), engenheiro Vicente Ferraudo, que esta semana pediu seu desligamento da secretaria por motivos particulares,  acompanhou todas as reuniões e  já havia salientado que o reajuste buscaria contemplar o consenso entre as partes  para se chegar a um denominador comum.

 “Não queremos que as empresas sejam prejudicadas, mas buscamos um percentual que contemple os interesses dos usuários, que em sua maioria é a parcela menos favorecida da população”, colocou Ferraudo, no mês passado, quando estava à frente das negociações. “É necessário encontrar uma alternativa de reajuste para que as empresas tenham condições de continuar prestando um bom serviço à população sem prejudicar os usuários”, acrescentou.

Na mesa de negociações foram colocados vários fatores para justificar esse aumento de 11%,  como inflação; aumento no preço do combustível e nas peças de manutenção e reposição; renovação da frota; aumento da quilometragem percorrida; gratuidade para idosos a partir dos 65 anos e pessoas com deficiência física, e reajuste nos salários dos trabalhadores das empresas.

.