Classe sindical realiza ato de protesto na Cidade

Fotos: Valéria Cuter

Nesta quinta-feira (11) os sindicatos de Botucatu se engajaram numa manifestação desenvolvida a nível nacional denominada: “Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações – em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”, com atos públicos, greves e protestos em todo o Brasil.

Objetivo foi pressionar os poderes legislativo e executivo a aprovarem a pauta trabalhista, composta por oito itens nacionais e quatro itens estaduais. Representantes das centrais sindicais que articulam o manifesto nacional admitem que o clamor popular nas passeatas foi o estopim da mobilização proposta por eles.

A concentração em Botucatu aconteceu na Praça Comendador Emilio Peduti – Bosque com participantes munidos de faixas, bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Depois, os manifestantes seguiram até a Praça Coronel Moura – Paratodos. De lá caminharam até a Prefeitura Municipal e uma comissão de sindicalistas foi recebida pelo prefeito João Cury Neto.

Na presença da imprensa o diretor do Sindicato da Construção Civil, José Luiz Fernandes, depois de ler todo o teor, entregou nas mãos do chefe do Executivo uma pauta de reivindicações. O prefeito recebeu e comentou a pauta e não deixou de tecer elogios aos organizadores da manifestação que foi pacífica. Nenhuma anormalidade foi registrada pela Polícia Militar (PM) ou Guarda Civil Municipal (GCM) que acompanharam toda a movimentação.

No foco do protesto nacional, entre outras coisas, consta a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, fim da terceirização, transporte público de qualidade, auditoria nas grandes obras públicas e diminuição dos juros. A nível local duas novas pauta foram acrescidas: a desativação do pedágio de Botucatu a São Manuel e abaixar o preço do transporte coletivo.

O presidente do sindicato da Construção Civil, Carlos Alberto Tenore, enfocou que nas últimas semanas grandes manifestações populares foram feitas para cobrar dos governantes soluções para os principais problemas que afligem o País, de forma organizada e pacífica e as centrais sindicais que representam a classe trabalhadora precisavam ocupar o seu lugar nesta luta em defesa de suas reivindicações.

“Nossa ação é fortalecer esse processo de lutas e agregar ? s bandeiras das ruas e as reivindicações da nossa classe”, colocou Tenore. “Muitas das reivindicações serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. Mas a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foi causada pelas decisões que dependem do governo federal e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados”, acrescentou o sindicalista.