CEP chega a mais de 300 propriedades rurais

A Prefeitura de Botucatu lançou na Colônia Santa Marina, a segunda etapa do programa de Acessibilidade Rural, conhecido também como “CEP Rural”. Ele prevê a instalação de placas padronizadas com o nome e código da propriedade. Com essas informações cadastradas e auxílio de GPS, serviços públicos como GCM (199) e Samu (192) podem atender a população do campo com mais agilidade sempre que acionadas.

Na primeira etapa do programa foram beneficiados 200 moradores da chamada Baixada Serrana, setor 5 da zona rural de Botucatu. Desta vez foram distribuídas mais 300 placas para proprietários rurais do setor 4 que inclui, além da Colônia Santa Marina, outras localidades como Roseira, Três Pedras, Demétria, Parque dos Pinheiros, Green Valley, Mandacaru (captação de água), Véu de Noiva, Fazenda Nova América, Rodovia Gastão Dal Farra, Rodovia Pedro Bosco e Estrada João Bruder Greguer.

A iniciativa atende uma antiga reivindicação apontada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Afinal, quem reside em sítios e chácaras mais distantes do centro da Cidade carecia que casos de emergência, especialmente de segurança e saúde, fossem solucionados de maneira mais rápida. E não é para menos. Botucatu tem mais de 1.500 quilômetros de estrada de terra. Ele está entre os dez municípios com maior área territorial do Estado de São Paulo.

A necessidade fez com que a Prefeitura e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) regional Botucatu buscassem alternativas para este problema. Assim, a partir de 2010, uma a uma das cerca de 1,3 mil propriedades rurais e as respectivas estradas de acesso (incluindo pontes e pontos críticos) começaram a ser catalogadas com ajuda de um sistema de georreferenciamento. O caráter inédito do programa garantiu ao município de Botucatu a conquista do Prêmio Mario Covas, em 2012, na categoria “Inovação em Gestão Estadual”.

Segundo o agente Carlos Eduardo Rodrigues de Paula, da Patrulha Ambiental da GCM, o programa tem tido boa aceitação por parte da população da zona rural. “Dependendo da localização conseguimos chegar ao local da ocorrência entre 5 a 10 minutos. Além disso, temos fortalecido o vínculo de confiança com quem mora no campo”, aponta.

Waldomiro Dias de Mattos participou do encontro na Colônia Santa Marina, onde retirou a placa da propriedade onde moram a ex-esposa e filhos. “É muito interessante a iniciativa já que muita gente que mora mais distante da área urbana não sabe como agir em certas situações de emergência”, comenta.

O prefeito de Botucatu, João Cury Neto, também presente no evento, elogiou a praticidade do programa e afirmou que o atual governo tem se mostrado bastante atento às necessidades do homem do campo. “É uma ideia simples, mas que surte um efeito bastante positivo na vida dessas pessoas que não podem ficar isoladas de serviços importantes de saúde e segurança. Além disso, temos investido mais na recuperação de pontes e estradas rurais e articulado com empresas a expansão dos serviços de internet e celular para algumas regiões da zona rural, como é o caso da Baixada Serrana”, diz.

Para o mês de agosto está programada o lançamento da terceira etapa do programa com a identificação por meio de placas de mais 200 propriedades rurais de outro setor a ser definido pelos gestores.