Capsula do tempo e homenagem marcam centenário da praça Rubião Junior

Na noite de terça-feira, 24, em um evento que reuniu autoridades e um grande número de botucatuenses, foi comemorado o centenário da praça Rubião Junior, no centro de Botucatu.

Entre as atrações programadas, o momento mais aguardado foi o de enterramento da capsula do tempo, que será aberta somente em 24 de maio de 2116, ou seja, daqui a 100 anos. Objetos como livros, fotos, smartphone, revistas locais, jornais, inclusive a última edição do Acontece Botucatu, panfletos comerciais, folders, cartas escritas pela Câmara Municipal e pelo prefeito João Cury Neto, entre outros objetos, fizeram parte da capsula.

O historiador João Figueiroa, recebeu das mãos do professor Pereira, secretário de esportes, lazer e turismo no município, uma placa em forma de agradecimento pela participação, tanto no processo de revitalização da praça em 2014, quanto pela condução do evento do centenário da praça. 

Praça Rubião Júnior

Inaugurada em 24 de maio 1916, na gestão do prefeito Antonio José de Carvalho Barros, para ser um dos jardins da Catedral Metropolitana de Sant’Anna, a Praça Rubião Júnior carrega um importante componente histórico. Não apenas pela sua arquitetura, inspirada nos jardins públicos italianos, como também por simbolizar um período de intensa urbanização vivido pela cidade entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

O projeto original inclui fontes romanas povoadas por tritões e ninfas, lagos, pontes e corredeiras. A exuberância paisagística em seu projeto leva a assinatura de um dos mais renomados arquitetos paisagistas do início do século XX: João Dierberger.

Em 28 de setembro de 2014, na gestão do atual prefeito João Cury Neto, a Praça Rubião Júnior foi totalmente revitalizada.  Hoje ela conta com novo tipo de piso [drenante e antiderrapante], rampas de acessibilidade, piso tátil para deficientes visuais, bancos, lixeiras, banheiros, iluminação reforçada, sinal de internet grátis [wi-fi] e amplo paisagismo, com a conservação de árvores quase centenárias. A tradicional “Ponte dos Amores”, local onde noivos costumavam fotografar, também foi recuperada.