Botucatu recebe imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima

“Foi linda e emocionante a chegada da santinha!”, foi o que disseram grande parte dos católicos que na noite desta terça-feira, recepcionaram a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima ? Botucatu. Ela foi recebida pelos fiéis católicos na Avenida José Pedretti Neto, em frente a Sabesp, vinda da Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho.

Uma grande carreata acompanhou a imagem por diversas ruas da cidade até a igreja de São Benedito, região central da cidade, onde foi celebrada uma missa pelo padre Márcio, da cidade de Itatinga. Além da santa foi trazido para Botucatu relíquias de Jacinto e Francisca, dois irmãos para quem a santa apareceu, em Portugal.

Durante esta semana a imagem da santa fará uma verdadeira peregrinação pelas paróquias da cidade. Nesta quarta-feira ficará exposta na igreja de São Benedito. Na quinta-feira irá para a Capela de São Francisco, na Vila São Benedito, onde uma missa será celebrada ? s 19h30. De lá uma nova carreata acompanha a imagem que ficará exposta ao público na Catedral Metropolitana de Botucatu durante a sexta-feira.

No sábado, a imagem estará na Capela de São José, para uma missa prevista para acontecer ? s 17 horas. Depois, retorna ? Catedral para dar segmentos ? s visitas para outras paróquias da cidade. Pelo cronograma, na semana que vem, a imagem da santa deverá passar outras igrejas da cidade, como a Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida.

De acordo com o Padre Marcelo Prado, da paróquia de São Benedito, a visita da imagem peregrina da santa é muito importante para fomentar a fé cristã. “A presença da imagem em Botucatu propaga devoção ? santa e a Jesus Cristo. Também estamos com as relíquias de Jacinta e Francisco. Então, estamos vivendo uma semana muito especial”, comentou o pároco.

{n}História de Lúcia, Jacinta e Francisca{/n}

Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é a designação pela qual é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante seis meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917.

A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a “Nossa Senhora do Rosário de Fátima”, pois, segundo os relatos, “Nossa Senhora do Rosário” teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.

Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel,

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pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.

Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”.

Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse ? s três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.

A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito ? s crianças: “Eu sou a Senhora do Rosário” e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido ? s três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenômeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural.

Entretanto, testemunhas da época disseram que o fato não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim que, no lugar onde Nossa Senhora apareceu para os pastores, deu-se uma luminosidade tão intensa que ninguém conseguiu ficar com os olhos abertos, ninguém conseguiu ver Nossa Senhora, apenas os três pastores.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa Dorotéia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os ? oração e penitência, e afirmando ser o “Anjo de Portugal”. Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Fotos: Valéria Cuter