Bom Prato tem a procura maior que a oferta

Além das pessoas que vem de fora, já que restaurante tem a proposta de atender a 70 cidades da região, servidores, docentes,  estudantes, prestadores de serviços autônomos, também estão usufruindo  do restaurante 

 

Inaugurado no início deste mês de dezembro, especificamente no dia 3, o restaurante Bom Prato que tem uma cota de  1.500 refeições dias ao custo de R$ 1,00 cada e 300 cafés da  manhã a R$ 0,50 tem sido um dos assuntos preferidos para debates nas redes sociais em razão da quantidade  pessoas que procura  o restaurante ocasionando reclamações e discussões  com opiniões diversificadas.

Além das pessoas que vem de fora, já que restaurante tem a proposta de atender a 70 cidades da região, além de pacientes originários de outros estados que se dirigem à unidade em busca de tratamento especializado, também servidores, docentes,  estudantes, prestadores de serviços estão usufruindo  do restaurante.  E não há nada que impeça isso, visto que não existe nenhum tipo de “triagem”.  Em razão disso, muitas pessoas entram na fila, mas não conseguem almoçar,  já que a procura é maior do que a oferta.

Em menos de um mês de funcionamento o restaurante já precisa  aumentar sua demanda e em 2016 poderá chegar a 1.800 refeições e 500 cafés da manhã. Gestões neste sentido estão sendo feitos junto a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social.  Até que isso aconteça só é fornecida a quantidade de refeições e cafés da manhã previstas por dia. A gestão do Bom Prato em Botucatu é feita pelo Instituto J. Augusto,  de São Bernardo do Campo.

Vale lembrar que o programa do governo estadual conta  50 unidades no Estado, sendo 22 localizadas na Capital, oito na Grande São Paulo, cinco no litoral e 15 no interior. A rede de restaurantes Bom Prato serve diariamente mais de 82 mil refeições.

O almoço, com 1.200 calorias, composto por arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa (geralmente uma fruta da época), tem custo de R$ 1,00 para o usuário. O subsídio governamental é de R$ 3,81 para adultos e de R$ 4,81 para crianças com até 6 anos, que têm a refeição gratuita.

Já o café da manhã tem leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação. A refeição, de 400 calorias em média, custa R$ 0,50 ao usuário. Em setembro de 2011, este serviço foi implantado em todos os restaurantes, com subsídio do Estado no valor de R$ 1,53 por refeição matinal.