Bom Prato de Botucatu começa a funcionar em 2015

Assinatura do termo de convênio, realizado neste final de semana no Boulevard do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp confirmou a instalação do Bom Prato em Botucatu, programa de segurança alimentar do Governo do Estado de São Paulo, via Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social.

O restaurante popular será instalado em um prédio com 810 m² que hoje abriga o arquivo médico do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu. O local passará por reformas e adaptações para abrigar cozinha, refeitório, sanitários, vestiários e setor administrativo. Os custos, orçados em quase R$ 500 mil, serão divididos entre a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina (FM) da Unesp e o Hospital das Clínicas.

O Estado fornecerá toda a infraestrutura para a instalação do restaurante, além do pagamento de subsídio para o custeio da refeição. O Instituto J. Augusto, entidade parceira, será responsável pelo gerenciamento do Bom Prato, pelo fornecimento das refeições e por toda a assistência junto aos usuários. A parceria ainda prevê que a Prefeitura de Botucatu invista R$ 1,00 por refeição. A expectativa é que o Bom Prato de Botucatu entre em funcionamento no início de 2015, com a oferta de 300 cafés da manhã e 1.500 almoços.

 

Saúde e acolhimento

Segundo Ceme Suaiden Júnior, diretor do Bom Prato, a unidade do programa a ser instalada em Botucatu será a 49ª no Estado. “A aceitação é muito boa por parte da população. É o programa mais espetacular do governo do Estado em termos de inclusão social”, avalia.

Na opinião de Emílio Curcelli, superintendente do HC, o Bom Prato em Botucatu é antes de tudo um gesto de promoção à saúde da população. “O Hospital começa a ampliar sua área de atuação não só fazendo a medicina curativa, mas promovendo a saúde e atendendo aquele principio fundamental do SUS que é o da integralidade”, argumenta.

Para o vice-diretor da FMB, José Carlos Peraçoli, o acolhimento oferecido pelo Bom Prato vai suprir uma lacuna que há muito tempo incomodava os pacientes que utilizam o Hospital das Clínicas. “Aqueles que ficam o dia todo aguardando para passar por consultas e procedimentos agora terão como se alimentar adequadamente", afirma.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Social, Rogério Hamam, enalteceu a força regional de Botucatu e que era um desejo antigo do Governo do Estado implantar uma unidade do Bom Prato também em um ambiente especial, com grande fluxo de pessoas, como é o caso do hospital universitário da Cidade. “Nós estamos buscando a implantação do Bom Prato também no HC de São Paulo e Ribeirão Preto. Importante destacar que o Governo do Estado tem mantido, ao longo dos 14 anos de existência do programa, o custo de R$ 1 para o beneficiário, mesmo com a inflação do período que ultrapassa 90%”, frisa.

O prefeito João Cury Neto, que atuou intensamente na articulação para o Bom Prato Botucatu, valorizou mais uma parceria com as cidades da região, Governo do Estado e Unesp, que beneficiará diretamente as pessoas mais carentes. “A ideia aqui é dar uma alimentação adequada às pessoas que saem 4 horas da manhã de uma determinada cidade da região pra vir numa consulta e não ter o que comer. E o HC é um local especial, por onde passam cerca de 10 mil pessoas por dia. Aqui estamos fazendo o primeiro (Bom Prato) do estado voltado aos equipamentos públicos de saúde. Coletamos mais de 30 mil assinaturas e unimos a região, mostrando que unidos somos capazes de fazer coisas transformadoras”, afirma.

 

Sobre o Bom Prato

O programa de segurança alimentar do Governo do Estado de São Paulo foi criado em dezembro de 2000 com objetivo de oferecer à população de baixa renda, refeições saudáveis e de qualidade a custo acessível. Crianças com menos de seis anos não pagam.

Existem atualmente 47 unidades no Estado: 22 na capital paulista e as demais na Grande São Paulo, litoral e interior. A rede de restaurantes Bom Prato serve diariamente mais de 80 mil refeições, entre almoço e café da manhã.

Desde a implantação do programa Bom Prato já foram servidas mais de 127 milhões de refeições e investidos mais de R$ 298 milhões entre custeio das refeições, implantação e revitalização das unidades.